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TRATAR CACHORRO COMO SE FOSSEM PESSOAS

TRATAR CACHORRO COMO SE FOSSEM PESSOAS:

“É comum ouvir críticas a quem trata cachorro como se fosse gente. Concordo.

Cachorro é cachorro, gente é gente.
Cachorro tem que ser tratado como cachorro – com respeito à sua fidelidade, ao seu caráter. Porque cachorro não trai.
Não mente.

Cachorro te ama pelo que você é, seja lá quem você for: ministro do Supremo, senador ou indigente.

Cachorro não finge, não forja, não frauda. Cachorro só sabe o que sente.
Cachorro não faz jogo de cena. Não guarda mágoa.

Cachorro é emocionalmente inteligente. Perdoa sem que você tenha que implorar perdão.
E, uma vez perdoado, o perdão é permanente.
Por que haveríamos de tratar um ser assim como se fosse gente?

Gente a gente também não deve tratar como cachorro.
Porque não é qualquer um que merece carinho na barriga, cafuné na orelha, demonstração de amor sem motivo aparente.

Gente não morde. Mas há outras formas de se cravar o dente.
No coração, no bolso, na alma.
Por vezes com veneno de serpente.

Gente fofoca, inveja, calunia. Te beija enquanto te entrega, e te odeia, sorridente.

Cachorro obedece, respeita, se submete. Mas só gente é subserviente.
Gente ama com ressalvas, faz promessas que não cumpre.
Só cachorro (e uma ou outra mãe) é que ama incondicionalmente.

Por que tratar como cachorro – que fica ao seu lado até a morte – alguém que te abandona de repente?

Não. É totalmente sem noção e incoerente tratar gente como se fosse cachorro – e tratar cachorro como se fosse gente.”

Autor desconhecido

amor, histórias, notícias, saúde

Cães fazem a alegria da Pediatria do Hospital das Clínicas da UFMG

Projeto de terapia assistida explora laços entre humanos e animais

Três cachorros, acompanhados de suas tutoras, fizeram a alegria do setor de Pediatria do Hospital das Clínicas da UFMG, na manhã deste sábado, dia 6. Crianças, mães e profissionais do Hospital vivenciaram momentos de descontração durante a visita da equipe do projeto Amigos pra cachorro.

A ação foi idealizada em sala de aula, durante uma disciplina ministrada pela professora Maria Izabel de Azevedo, do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, da Escola de Veterinária. Ela e três alunas desenvolveram o projeto, que se baseia na Terapia Assistida por Animais.

Para a superintendente do Hospital das Clínicas, professora Andréa Maria Silveira, o laço entre seres humanos e animais traz muitos benefícios: “Sabemos, pela literatura internacional, que a interação dos humanos com os animais, que é muito antiga, traz efeitos muito benéficos para pessoas doentes, principalmente para crianças”, analisa. Entre os pontos positivos, a professora destaca que brincar com animal ajuda a tirar o foco da dor e da doença, além de diminuir a ansiedade, a melancolia e estimular o bom humor.

Segundo a professora Maria Izabel, os cães são ideais para esse tipo de terapia. Para a visita, foram selecionados animais sadios e dóceis que passaram por avaliação clínica e higienização. A TV UFMG acompanhou a atividade e mostra como foi a reação das crianças. Assista:

 

Equipe: Olívia Resende (produção e reportagem), Ravik Gomes (captação e edição de imagens).
Publicado originalmente: UFMG
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Fotógrafo capta o momento exato em que cães tentam pegar biscoito no ar. E suas reações são simplesmente impagáveis

O fotógrafo alemão Christian Vieler é conhecido pelo seu trabalho com cães. Desde 2012, quando comprou uma nova câmera para trabalhar por sua conta, Vieler, que também é jornalista, criou um projeto no qual resolveu captar a expressão facial dos nossos amigos caninos.

A ideia do alemão é registrar o momento exato em que um cão recebe um biscoito jogado no ar. E as caras e bocas capturadas nas fotos são impagáveis.

“Sempre que eu tiro uma foto eu procuro o momento certo, quando o cão está se portando da maneira mais bonita ou engraçada possível”, diz o fotógrafo. “Eu tiro uma foto instantânea da cada ‘cãovidado’ que vai ao meu estúdio. Algumas fotos ficam realmente boas”, completa.

Vieler é capaz de capturar expressões magníficas. Pânico, desejo, alegria… o que um biscoitinho jogado no ar é capaz de fazer com um cão, você confere nas fotos abaixo.

Imagens: Christian Vieler

Fonte: Bestofweb

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Nasce primeiro filhote de onça-pintada do mundo nascido de inseminação artificial

Uma parceria entre a Faculdade de Veterinária (Favet) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e cientistas da Associação Mata Ciliar e do Zoológico de CIncinnati, nos Estados Unidos resultou no nascimento do primeiro filhote de onça-pintada do mundo a partir de inseminação artificial.

De acordo com a professora e pesquisadora Regina Célia Rodrigues da Paz, da UFMT, “O nascimento do filhote é um marco importante e revigora a possibilidade de usar a reprodução assistida como uma ferramenta conservacionista”.

Para realizar a inseminação, os pesquisadores desenvolveram um procedimento de sincronização do cio do animal utilizando hormônios exógenos e monitoramento não invasivo, além de realizarem adaptações das técnicas de inseminação por videolaparoscopia para a espécie.

“A coleta de sêmen e a Inseminação Artificial podem ser usadas para propagar pares geneticamente valiosos que não podem se reproduzir naturalmente devido a problemas comportamentais ou deficiência física. Essa abordagem também pode promover a conectividade entre felídeos que vivem em zoológico e na natureza, possivelmente revigorando a diversidade genética de ambas as populações”, explica a professora.

“Após a inseminação com sêmen fresco, a fêmea pariu um único filhote saudável após 104 dias de gestação. Monitoramento remoto por vídeo mostrou cuidados maternos adequados nos primeiros dias após o nascimento. Infelizmente, o filhote foi morto pela mãe dois dias após o nascimento, o que não é incomum para carnívoros mantidos em cativeiro”, conclui.

Também fizeram parte do trabalho as pesquisadoras Cristina Adania, Priscila Yanai e Jéssica Paulino, da Associação Mata Ciliar e os cientistas Bill Swanson e Lindsey Vansandt do Zoológico de Cincinnati.

Segundo a assessoria da UFMT, devido à caça furtiva e à perda e fragmentação de habitats, o número de onças-pintadas diminuiu drasticamente em várias regiões do Brasil. A espécie está classificada como “quase ameaçada”, com uma tendência populacional ao declínio na América Latina.

Publicado originalmente em: Matogrossomais

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Como os cachorros domesticaram o homem

Meu dono para de repente. Uma faixa de pelo ao longo das costas até o cóccix se arrepia. A boca, que normalmente esboça algo parecido com um sorriso, agora está fechada, e o nariz faz movimentos quase imperceptíveis. Apesar de andar sempre ao meu lado, Legolas me arrasta em direção a seu alvo. O motivo da transformação do meu labrador brincalhão em um cão de caça é um gato do outro lado da esquina. Em dois anos de convivência, ele sempre gostou de perseguir gatos na rua, e nunca de maneira amigável. A única outra coisa que surte nele um efeito parecido é comida. É enxergar um pedaço de pão a metros de distância para me puxar até lá. Nesses momentos ferozes, Legolas me lembra que, apesar de ter nome, cama, frequentar uma creche, ser ótimo com crianças e fazer sucesso no Instagram, ele é um cachorro. E que, como todo cachorro, é meio lobo.

Quer dizer, mais ou menos. Em 2014, cientistas de Universidade de Uppsala, na Suécia, compararam os genomas de algumas raças de cachorro com os de outros caninos, incluindo lobos de regiões em que teria se iniciado a domesticação dos cães pelo homem (Croácia, China e Israel). O que descobriram foi que os genes dos cachorros são parecidos entre si, mas não tão similares aos dos lobos de hoje em dia a ponto de dizermos que um evoluiu do outro. Aliás, os traços genéticos que compartilham têm mais a ver com cruzamento entre as espécies do que com uma descendência direta. Então, de onde vieram os cachorros? Uma possibilidade é que tanto cães como lobos evoluíram a partir de um ancestral comum já extinto entre 9 e 34 mil anos atrás. Cachorros não são lobos, ao contrário do que sugerem os gurus do adestramento na TV.

A ideia mais aceita hoje é que, cerca de 13 mil anos atrás, a tal espécie canina ancestral percebeu que andar próxima a lugares por onde os homens nômades passavam era uma boa. Afina, era comum sobrar restos de comida nessas áreas. De cara, evitavam contato direto com humanos, aquela espécie desconhecida e potencialmente perigosa. Mas alguns caninos menos medrosos chegaram um pouco mais perto, em busca de restos mais nobres. Os humanos viram vantagem. Aqueles bichos percebiam coisas que os homens não eram capazes de notar, como a presença de predadores e a proximidade de presas. Era o início da amizade.

A domesticação demorou a acontecer. O homem de 13 mil anos atrás não era exatamente um cara civilizado com moradia fixa a ponto de ter um animal doméstico. Nos milhares de anos seguintes, os humanos foram selecionando os bichinhos mais dóceis e descartando os agressivos. Foi a invenção do cachorro. Uma seleção artificial tão eficiente que foi reproduzida em laboratório. Nos anos 1960, o geneticista russo Dmitry Belyaev começou a criar raposas em cativeiro. Por 40 anos, liberava as mais simpáticas para cruzar e gerar raposinhas. Mais de dez gerações depois, elas mudaram física e psicologicamente. Lambiam, pediam carinho, interagiam com humanos, tinham orelhinhas caídas quando filhotes, rabo em pé e focinho mais curto que seus ancestrais selvagens. Viraram cachorros.

A história das raposas é uma evidência de como a espécie humana é capaz de moldar outras espécies. Mas, no caso dos cachorros, fomos longe demais. Basta ver como a obsessão por raças perfeitas por meio de cruzamentos de indivíduos da mesma família criou cães como o pug, que não respira direito e pode morrer se fizer muito esforço físico. O abuso de poder está também em pequenos gestos. Adoramos dar banho e encher os cachorros de perfume, tirando-lhes o cheiro natural: o documento de identidade deles. Resumindo, estamos descachorrizando os cães. Eles têm roupas, vão à creche, ganham festa de aniversário – e há quem garanta que eles amam tudo isso. Mas, quando atribuímos aos cachorros sentimentos humanos, como inveja, ciúmes ou alegria, nos esquecemos de que eles funcionam de um modo muito diferente do nosso. Não é assim que se trata o melhor amigo.

No século 19, o biólogo alemão Jakob von Uexküll mudou a história da ciência do comportamento animal ao propor ver o mundo pelos olhos de uma pulga. Esse parasita não tem uma vida muito variada. Ele não enxerga e não liga para barulhos. De todos os cheiros do mundo, só um importa: o de ácido butanoico, presente em manteiga, em alguns queijos e no suor de animais de sangue quente. Para a pulga, encontrar um desses animais é como ganhar na loteria. Ela morde, suga um bocadinho de sangue e pronto, sua missão na Terra está completa. Se a pulga pudesse falar, só diria que há três tipos de coisas no mundo: lugares para esperar surgir no ar o cheiro de ácido butanoico, superfícies com ácido butanoico e sangue (que está cheio de ácido butanoico). O resto – a política nacional, a temporada mais recente de Game of Thrones (incluindo o destino dos lobos gigantes dos Stark), este site, uma montanha de dinheiro – é irrelevante. Para Von Uexküll, só é possível compreender a pulga ao levarmos em conta o ponto de vista dela. Essa perspectiva peculiar recebeu o nome de umwelt (algo como “ambiente”, em alemão). O umwelt do cachorro é bem mais complexo do que o da pulga que se hospeda nele. E muito diferente do seu.

Um cão não liga para a magnífica vista do parque em que passeia. Para ele, importante é cheirar. Nenhum sentido é tão aguçado num cachorro quanto o olfato. Ele tem 220 milhões de células olfativas, 100 mil vezes mais do que você. Além de terem mais receptores de cheiros, eles têm tipos diferentes de células olfativas. Isso faz com que não só cheirem melhor: eles cheiram de um jeito que você nem imagina que é possível. Entre o céu da boca e a parede inferior do focinho, há um aparelhinho muito útil chamado órgão vomeronasal, uma espécie de decodificador de odores. Tudo o que entra pelo nariz é processado e transformado em informações no cérebro canino.

Publicado originalmente em: Revista super interessante

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Adidas já vendeu 6 milhões de tênis feitos com plástico retirado do oceano

Produzir sapatos feitos de plástico retirado dos oceanos é a nova aposta de sucesso da Adidas, que transformou milhões de garrafas plásticas descartadas indevidamente em tênis de corrida de alto desempenho.

Com 11 garrafas recicladas, é possível produzir um par de tênis de corrida pra lá de futuristas, incluindo na confecção da peça o revestimento dos calcanhares, das capas dos forros das meias e o design externo.

Parece um sonho distante, mas o eco-tênis já é uma realidade bastante lucrativa, inclusive, para a Adidas.

A ideia surgiu em 2015, quando a multinacional alemã somou forças ao grupo ambientalista Parley for The Oceans para desenvolverem, em conjunto, o inovador calçado.

Em 2016, a Adidas se comprometeu a parar de usar sacolas plásticas em suas 2.900 lojas de varejo espalhadas pelo mundo, com o objetivo de economizar 70 milhões de sacolas plásticas por ano, trocando-as por sacolas de papel em sua rede de filiais.

No ano seguinte, em 2017, cerca de 5,5 milhões de garrafas de plástico foram usadas para produzir 1 milhão de eco-tênis UltraBoost em três versões diferentes, conforme informou o CEO da Adidas, Kasper Rorsted.

“Este ano a meta é produzir 7 milhões de pares de calçados”, disse Eric Liedtke, membro do conselho executivo da Adidas, em comunicado à imprensa.

“Depois de um milhão de pares de calçados produzidos em 2017, cinco milhões em 2018, planejamos produzir onze milhões de pares de calçados contendo plástico dos oceanos reciclado em 2019.”

Apesar dos tênis terem um preço de até US$ 220 (R$ 850) por par, o feedback dos consumidores têm sido bastante positivo, valorizando seu design leve, moderno e durável.

A marca também conseguiu se conectar de forma bem sucedida com os consumidores, mostrando que eles estão preocupados com o crescente aumento da quantidade de plástico nos oceanos; e que estes estão dispostos a pagar um pouco mais caro para comprar produtos personalizados e eco-friendly.

“A Adidas, por meio da sua nova linha de produtos à base de plástico reciclado oferece aos nossos consumidores um real valor agregado além da aparência, funcionalidade e qualidade do produto,” acrescentou Eric, membro do conselho executivo.

Além da linha de calçados, a empresa também produz camisetas de material reciclado, como as utilizadas pelos jogadores da Liga dos Campeões, para clubes como o Bayern de Munique, da Alemanha.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, os plásticos são despejados em nossos oceanos a uma taxa de um caminhão por minuto, impactando fortemente a vida marinha. Para piorar, mais de 480 bilhões de garrafas plásticas foram vendidas em todo o mundo em 2016 – meio trilhão em 2017 e 2018 – o que representa um aumento de cerca de 300 bilhões de garrafas a mais em comparação com uma década atrás. Uma porcentagem ainda considerada baixa é reciclada.

Segundo a organização Global Citizen, alguns países têm legislado sobre a proibição do uso de plásticos em certas circunstâncias, como a Escócia, Taiwan e Quênia, ao passo que cidades como Nova Delhi e Vancouver aplicaram alguma lei que proíbe a circulação de plástico, visando reduzir o consumo entre os cidadãos.

“Hoje não há desculpa para qualquer empresa usar plástico novo e virgem”, diz Cyrill Gutsch, fundador da Parley. “Provamos que os consumidores estão dispostos a pagar um pouco mais e preferem produtos feitos de ‘plástico oceânico’ do que outros tipos de produtos não-recicláveis.”

Essa maneira inovadora de reutilizar o plástico pode não parar apenas nos eco-tênis (felizmente!), pois o material pode ser triturado e transformado em fibras que podem ser tecidas em uma infinidade de produtos diferentes, como móveis, decks e até camisetas.

A Adidas planeja produzir todos os seus produtos com plástico reciclado até 2020 – uma excelente iniciativa para ajudar o ecossistema e, de quebra, uma ótima tacada de marketing também (e tá tudo bem!). Esperamos que mais empresas sigam a cartilha!

https://youtu.be/D73BR9WRmmE

Publicado originalmente em: Razões para acreditar

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Suprema Corte da Espanha põe fim à tortura de animais no Toro de la Vega

Uma decisão da Suprema Corte da Espanha pôs um fim definitivo à tortura contra animais no Toro de la Vega, uma celebração medieval realizada em Tordesilhas, na região central do país.

No Toro de la Vega, que ocorre anualmente no mês de setembro, por muitos anos o touro foi perseguido e provocado às margens do Rio Douro por uma multidão. O animal recebia golpes de lança e bandarilha e mais tarde era encaminhado ao matadouro.

O conselho local de Tordesilhas argumentou que com a proibição definitiva a legislação acaba com “a essência do rito popular que deu origem às touradas”. A justificativa não foi considerada plausível pela Suprema Corte, que rejeitou a apelação dos apoiadores do Toro de la Vega, que já haviam sido proibidos anteriormente de lancear os animais pelo Supremo Tribunal de Castela e Leão.

Dedicando anos à luta pela proibição do Toro de la Vega, a presidente do partido animalista PACMA, Silvia Barquero, comemorou a decisão, segundo o jornal espanhol El País. Silvia destacou que esse tipo de festividade “não está de acordo com as sensibilidades da sociedade de hoje”. No entanto, ela deixou claro que essa ainda é apenas a primeira vitória para acabar com todos os eventos que envolvem touros no país.

Publicado originalmente em: Vegazeta

Imagem: Maisumapraconta

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Dinamarca proíbe as carnes Halal e Kosher pois ‘os direitos dos animais vem antes da religião’

A nova lei, que entrou em vigor no último dia 1, foi criticada por grupos religiosos. Mas o ministro da agricultura Dan Jørgensen disse que “os direitos dos animais vem antes da religião”.

As regulamentações europeias exigem que os animais sejam atordoados antes de serem abatidos, mas exceções podem ser feitas por motivos religiosos.

Alguns consumidores de carnes Halal e Kosher acreditam que é aceitável que o animal seja atordoado antes do abate, mas muitos outros insistem que o animal fique completamente consciente quando tem sua garganta cortada.

Condenando a mudança na lei dinamarquesa, o ministro de serviços religiosos de Israel Rabbi Eli Ben Dahan disse: “O anti-semitismo europeu está mostrando suas caras pela Europa, e está até mesmo se intensificando dentro das instituições governamentais”.

O jornal árabe Al Jazeera citou o grupo Danish Halal, que lançou uma petição contra a proibição, dizendo que isso era “uma clara interferência na liberdade religiosa limitando os direitos dos muçulmanos e judeus a praticarem suas religiões na Dinamarca”.

Os críticos também apontam que no mesmo país, a girafa Marius foi morta a tiros por um zoológico porque ele não atendia os requerimentos para seu programa de procriação.

No ano passado, políticos britânicos disseram que eles não iriam proibir o abate religioso de animais apesar da “forte pressão” da RSPCA e outras organizações.

A organização da indústria inglesa de carne bovina e ovelha (EBLEX) já pediu a criação de dois logos diferentes para as carnes Halal – um para carnes de animais que foram atordoados antes do abate e um para animais não atordoados – para serem introduzidos a fim de permitir que mais animais abatidos pelo Halal possam ficar inconscientes.

John Blackwell, presidente eleito da Associação Veterinária Britânica e veterinário praticante, apoiou a ideia, dizendo: “Eu acredito que as propostas falam sobre escolha – se as pessoas querem consumir Halal e eles não têm uma opinião forte sobre atordoamento, então eles têm a liberdade de escolher justamente isso”.

“Nossa posição permanece a de que todos os animais deveriam ser atordoados antes do abate, já que eles ficam insensíveis à dor na hora da morte”.

“Todas as evidências que eu já vi e interpretei sugerem que há uma preocupação sobre o bem-estar associada à percepção de dor durante o período entre a garganta ser cortada e a perda de sensibilidade do animal”.

Dra. Julia Wrathal, diretora do departamento de ciência de animais de fazenda da RSPCA, disse: “Nós queremos ver todos os animais ficarem inconscientes antes do abate”.

“Até lá nós estamos solicitando rótulos claros para que os compradores estejam armados com informações de forma que possam realizar uma escolha informada sobre se eles compram carne de animais que não foram atordoados antes do abate”.

Publicado originalmente em: olhar animal

curiosidades, notícias

Seu cachorro pode fazer de tudo para não te ver chorar, diz estudo

Cães são altamente responsivos ao choro humano, podem detectar problemas emocionais dos donos e agem para melhorar a situação

Novo estudo dá mais um motivo para acreditar que o cachorro é o melhor amigo do homem: os cães fazem de tudo para confortar seus tutores, e podem até enfrentar obstáculos para isso.

Publicado no periódico Learning & Behavior, o estudo “Timmy está no Poço: Empatia e Ajuda Pró-social em Cães” mostrou que os cachorros que possuem fortes laços com seus donos se apressavam para passar por uma porta caso escutassem a pessoa chorando.

“Achamos que os cães sentem o que os donos sentem e, se um cão sabe como ajudá-los, atravessará barreiras para fazê-lo”, disse a autora do estudo, Emily Sanford, do Departamento de Psicologia e Ciências Cerebrais da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. “Todo dono de cachorro tem uma história sobre voltar para casa depois de um longo dia, sentar para chorar e o cachorro fica ali, lambendo o rosto. De certo modo, essa é a ciência por trás disso.”

Algumas pesquisas já demonstraram que os cães são altamente responsivos ao choro humano. Sanford e sua equipe foram os primeiros a apontar que os cachorros detectam problemas emocionais e se apressam para fazer algo a respeito.

A ideia do experimento surgiu quando Julia Meyers-Manor, professora assistente de psicologia no Ripon College e integrante do grupo de estudos, brincava com seus filhos. As crianças a enterraram em travesseiros e ela começou a pedir ajuda. “Meu marido não veio me resgatar mas, em poucos segundos, meu Collie me tirou dos travesseiros”, ela contou. “Eu sabia que tínhamos que fazer uma análise para testar isso formalmente.”

Os testes envolveram 34 cães de várias raças e tamanhos, além de seus tutores. Uma de cada vez, as pessoas foram posicionadas atrás de uma porta transparente fechada com ímãs. Os cachorros podiam vê-las e ouví-las. Enquanto sentavam atrás da porta, alguns participantes tiveram que cantar popular canção de ninar “Twinkle, Twinkle Little Star” ou chorar e demonstrar lágrimas.

Quando os donos choravam, os cães abriram as portas três vezes mais rápidos do que os cachorros cujos tutores apenas tiveram que cantarolar.

Durante a tarefa, os pesquisadores mediram os níveis de estresse dos cães. Segundo Sanford, os cães que passaram pela porta para “resgatar” seus donos mostraram menos estresse, o que significa que ele ficaram chateados com o choro, mas não ficaram abalados para agir.

Quanto aos cachorros que não abriam a porta, o estudo indica que não era porque não se importavam: na verdade, parecia que eles se importavam demais. Esses cães se mostraram mais estressados e estavam muito preocupados com o choro para poder tomar qualquer atitude.

“Os cães estão ao lado dos humanos há milhares de anos e aprenderam a ler nossas emoções”, argumentou Sanford. “Os tutores podem dizer que seus cães sentem seus sentimentos. Nossas descobertas reforçam essa ideia e mostram que os cães que sabem que seu tutor está com problemas, eles podem entrar em ação.”

Publicado originalmente em Revista Galileu