amor, histórias, notícias

Prefeitura de SP faz campanha para que moradores de rua saibam que os abrigos agora aceitam seus animais

A prefeitura de SP está com uma campanha para divulgar aos moradores de rua que agora é permitido entrar com seus animais nos abrigos.

Foi feito esse vídeo para divulgação de campanha. Por sinal você vai se emocionar!

E para a novidade chegar aos moradores de rua, eles começaram a pintar como divulgação embaixo dos viadutos e paredes aonde são suas moradias. Fizeram essa campanha, pois moradores de rua não tem acesso a mídias e usaram esses locais para a idéia chegar a eles.

A Prefeitura de São Paulo construiu CTAs com canis para que quem está em situação de rua possa dormir em uma cama, usar o chuveiro e ter alimentação e cursos profissionalizantes sem precisar se separar daquele que está sempre ao seu lado.

Até que enfim os abrigos estão permitindo os animais de irem juntos com os seus donos, uma iniciativa linda, pois para os moradores de rua que já não tem nada, seus companheiros pet são tudo que eles tem.

 

adoção, amor, notícias

Banda Onze:20 incentiva a adoção de animais em clipe de música nova

A banda Onze20, lançou um clipe para o single ” Não dá” , primeiro do novo trabalho Histórias para contar.

“Não Dá” mostra o amor do grupo pelos animais e incentiva a adoção de filhotes em uma parceria com a PAAP – Associação de Proteção Animal e Ambiental de Poá, São Paulo.

Faça parte dessa campanha, “não dá” para deixar um filhote sozinho!

Todos os filhotes em fundo vermelho que aparecem durante o vídeo estão para adoação na PAAP Associação de proteção animal e ambiental de Póa/SP.

Para adotar estes ou dezenas de outros, entre em contato:

email: paappoa@gmail.com    Fone: (11)96916-7936

https://www.facebook.com/paapsp/

dicas, saúde

Leptospirose Canina

A Leptospirose é uma doença infecciosa causada por uma bactérias que pode ser transmitida para o homem (zoonose). É conhecida como “a doença do xixi dos ratos”, pois estes roedores são os principais transmissores.

Essa doença costuma ter maior ocorrência em estações chuvosas, como o verão, porque a água parada é ideal para sua sobrevivência. Portanto, locais que possuem alagamentos e saneamento básicos precários apresentam altos índices de casos de Leptospirose.

A transmissão ocorre através da urina, água e alimentos contaminados pela bactéria, por penetração de pele lesada ou pela ingestão. Um cão com a doença também pode eliminar a bactéria na urina e contaminar os homens e outros cães.

Os ratos costumam ir atrás de comedouros dos cães, pois se sentem atraídos pela comida e podem urinar nelas, aonde ocorre à contaminação. É importante deixar o comedouro em locais altos e armazenar os sacos de ração em locais bem fechados.

 Os sinais de manifestação da doença em cães são: perda de apetite, apatia, vômito e febre alta. A bactéria afeta os rins e o fígado, evoluindo para anemia, cor amarelada pelo corpo (icterícia), aumento do consumo de água e de eliminação de urina, podendo ter coloração escura.

Os sinais em humanos são: febre, dor de cabeça forte, apatia, dores no corpo, principalmente nas panturrilhas, olhos vermelhos e problemas hemorrágicos. Normalmente se contaminam ao andar descalços ou ingerindo água ou alimentos contaminados.

O diagnóstico é feito através das manifestações clinicas e por exames laboratoriais.

O tratamento é feito com o uso de antibióticos, com chances de cura, mas deve ser iniciada o mais rápido possível, para evitar riscos a vida do cão.

Para evitar a leptospirose nos cães, é necessário vaciná-los anualmente, principalmente em regiões com alto índice da doença e locais aonde possuem muitos ratos.

Outros meios de prevenções são: evitar a contaminação de água e alimentos com urina do rato, não acumular lixo, evitar água parada, manter sempre limpo comedouros e bebedouros. É bom fazer o controle de roedores com telas e fechamentos de possíveis locais onde possam passar.

Cães que apresentam a doença devem ser isolados e todo o material que esteve em contato com o animal deve ser infectado, assim como os locais onde eles urinam.

Portanto, agora com o verão, vacine seu cão e tome todos os cuidados necessários para que ele não se contamine com a Leptospirose.

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Imagem: mundocao
Imagem destaque: canaldopet

 

 

 

 

amor, histórias

Conheça a história do Pereba

 

E lá vamos nós, contarmos mais uma história linda, de amor e dedicação que salvou uma vida!

A nossa seguidora Gabi Mota foi quem contou a sua história e do Pereba!

” Era um dia frio, estava fazendo meu treinamento de corrida, quando avistei o Pereba, deitado em um cantinho na rua. Estava todo machucado, com o pelo falho e cheio de problemas de pele. Parei naquele mesmo momento e comecei a conversar com ele, que veio todo dengoso para o meu lado.

Eu não poderia parar o treino naquele momento, mas o Pereba me seguiu por uns 2 km. Fique intrigada, pois ele não me conhecia e mesmo assim me seguiu.

Em um momento percebi que ele não me seguiu mais, mas fiquei o caminho todo pensando em como poderia ajuda-lo, mesmo estando passando por dificuldade e já tinha alguns animais comigo.

Resolvi voltar, e ele estava lá no mesmo lugar. Ele me seguiu novamente por mais 2 km, até chegar na minha casa. Logo coloquei-o para dentro, ele estava faminto. Comeu, bebeu água e deitou-se em uma caixa e lá passou a noite.

No dia seguinte, por um descuido, com o portão aberto ele acabou fugindo. Sumiu! Pensei que nunca mais iria voltar, pois meu bairro é grande e ele não conhecia a o local. Procurei por um dia todo e não o encontrei.

Após 2 dias, ele apareceu desesperado. Uivava, latia e estava muito feliz!

Primeiramente eu cortei todo o pouco pelo que lhe restava, dei um banho e iniciei o tratamento necessário para recuperar sua pele.

Foram muitos dias de luta, mas vencemos! Agora o Pereba é membro da minha família e me segue em todos os lugares, somos apaixonados um pelo outro!

Enfim, o Pereba ganhou um lar, uma mãe e muito amor! Isso é a prova de que o amor transforma. Não foi eu quem o escolheu, ele me escolheu e nunca mais saberá o que é abandono! “

Essa história realmente mexe com quem ama e faz o bem pelos animais. Existem uma infinidade de pessoas como a Gabi, que acolhem e transformam a vida de animais que sofrem muito ao serem abandonados.

Na verdade não foi só o Pereba a ser salvo ou transformado, mas a Gabi também, pois um animal salvo, é um animal que te dará tanto amor e alegria, que com certeza será sua salvação também!

Acredito que muitas pessoas tem um história linda dessas com um bicho de estimação! Se você tem uma, mande e conte para gente aqui no debate animal!!!!!

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Pereba quando foi encontrado (Imagem: Gabi Mota)

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Pereba em casa! (Imagem: Gabi Mota)

27951269_189698485113124_1800062274_oPereba hoje felizão!! (Imagem: Gabi Mota)

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Pereba  e sua dona Gabi (Imagem: Gabi Mota)

Adote uma vida!!!!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

adoção, amor, histórias

Conheça a história de Juca e Bolota – Adoção + amor e seus benefícios!

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Ter um animal de estimação já é mais do que comprovado que traz diversos benefícios, tanto para saúde física, como emocional.

A História que vamos contar hoje é a prova de como é importante e gratificante adotar um animalzinho, que não só fará bem, como vai transformar a sua vida para melhor!

” Juca foi adotado há 2 anos, a mãe dele foi encontrada com os filhotes e resgatado. Encontrei-o em uma feirinha super cheia.

Os irmãos do Juca eram muito lindos (apelidados de bombons, por causa dos seus pelos marrons), mas quando cheguei só tinha sobrado o Juca por lá. Aí nem pensamos e o trouxemos para casa .

O Juca veio cheio de traumas, tinha medo de tudo (ainda tem muito medo de varias coisas), mas com muito carinho e amor, começou a entender que ali era o seu lar.

Ano passado ele nos deu o maior susto das nossas vidas quando fugiu enquanto viajávamos pra fora do país, mas nosso amor e a nossa conexão era tão grande que mesmo longe conseguimos encontrá-lo e levá-lo de volta pra nossa casa.

Foi aí que nossa vida também mudou, começamos a fazer resgates e ajudar alguns cachorros de rua, tudo com o intuito de que mais pessoas sentissem o amor imenso que existe entre um cachorro adotado e sua família.

Num desses resgates, nos ligaram pedindo ajuda pra uma filhotinha que estava amarrada a uma árvore no nosso bairro. Na mesma hora nos disponibilizamos a ajudar, mas não encontramos hospedagem pra ela ficar. Então decidimos que dormiria na nossa casa por uma noite e foi o suficiente pra ver que o Juca havia adotado aquela filhotinha como sua irmã. E foi assim que a Bolota também passou a fazer parte da nossa família.

Com tudo isso, pudemos perceber que o amor é multiplicado quando temos dois filhotes adotados e não dividido, e o amor só aumenta a cada dia! “

Está história foi enviada pela Arine, a dona do Juca e da Bolota!

Quando adota um cão, dificilmente vai se sentir sozinho. A presença deles é notante. E se você habituá-lo a ser sua companhia, pode ter certeza que ele ficará muito feliz e agradecido.

Ter um bichinho aumenta a segurança e autoestima do seu dono, ajudando assim em doenças como depressão, ansiedade e ajuda a melhorar as relações sociais do dono.

Ajudam a diminuir a pressão sanguínea, sedentarismo e a ter hábitos mais saudáveis. É um fato que adotar de cães e gatos traz muito amor para o lar. Animais abandonados geralmente possuem muito apego com quem os adota, porque se sentem gratos pelo cuidado.

Mas lembre-se adotar é um ato de amor, só adote se você estará disposto a cuidar do seu animalzinho até o fim da vida dele! Ele precisa de cuidados como qualquer ser vivo e de muito amor, se não está disposto a isto, não adote para abandonar novamente!

E se você quiser acompanhar a história do Juca e  da Bolota, é só segui-los no Instagram (https://www.instagram.com/ju_cao/)

Fotos: https://www.instagram.com/ju_cao/       https://www.instagram.com/carolinaspinaarts/

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amor, histórias, superação

Leishimaniose: Uma história de amor com final feliz

   Sabe aquelas histórias que te inspiram? Ainda mais nos dias de hoje onde as pessoas e animais são descartados ou esquecidos, como se não fossem uma alma com sentimento e vida?

   Eu me deparei sem querer com a história do Luau, um cãozinho que foi encontrado muito doente na rua, com nada menos que uma doença terrível, a Leishmaniose. A Mara foi quem o encontrou e resolveu se dedicar a dar amor e lutar pela cura desse “menino”, mesmo passando por todas dificuldades do tratamento que essa doença exige.

   A Leishmaniose é uma doença contagiosa causado por um protozoário, que é transmitida  somente pela picada de um mosquito. Os cães são apenas hospedeiros, não podem transmitir a doença para humanos. Os sinais mais comuns nos cães são: perda de peso e pelos, feridas e descamação da pele que não cicatrizam, crescimento anormal das unhas, entre outros.

   No Brasil o tratamento da Leishmaniose ainda é polêmico. Os ministérios da Saúde e da Agricultura determinam que animais infectados pela doença, devam ser sacrificados; o que causa revolta nos proprietários, pois os animais de estimação são considerados membros da família. Porém, o tratamento não é proibido e pode ser sintomático, com medicações veterinárias de uso oral.

   Para vocês conhecerem melhor a história do Luau, a Mara nós enviou um texto lindo.

” Era uma segunda-feira quente. Dez da manhã, 27 graus. Estradinha a caminho do trabalho e pá: algo ali no meio do caminho. Não era uma pedra no meio do caminho. Era um cão. Mas…cão?
Desviei, parei, desci do carro: ele estava inerte, entregue. Fiz uma foto me sentindo mal: não me sinto a vontade em registrar desgraças alheias. Mas fiz, subi no carro e fui pro trabalho que era a 100 metros dali.
Por coincidência do destino (e sorte do dog), eu trabalho num hotel/daycare/clínica vet. Em menos de 10 minutos estávamos lá eu e a vet — luva, jaleco, toalha pra envolvê-lo, muita curiosidade e corações a mil.
Peguei! Toalha ferveu na hora — ele estava num asfalto quente, entregue, só esperando o juízo final.
Levamos ele pra dentro da clínica, demos um conforto, mas a auto-estima era zero — sem resposta a estímulos, apenas um ser com uma casca na pele que já não tinha pelos.
Mal enxergava, mal ouvia, mal comia, não conseguia ter forças para ficar em pé e beber água. 
COMO ESTÁ O CÃO?
Colhemos sangue e mandamos para análise. Deixamos o dog confortável num local no hotel – com caminha, água a vontade, ração. Ele tremia muito. Estava muito magro, ferido – sentindo dor de alma.
Dia seguinte, resultados dos exames. Um pouquinho de anemia e nada demais gritante no resto, a não ser uma temida zoonose – a tal Leishmaniose Visceral Canina.
Aquilo veio como o soco no meu estômago. Tudo o que sempre li sobre essa doença era de que deve-se notificar o Centro de Controle de Zoonoses da região e o animal eutanasiado. Chorei bastante, pedi ajuda para amigos, li o que pude a respeito para não ser injusta nem com o cão, nem com o meio ambiente e nem com a lei.
E tudo me levava a entender que a eutanásia seria a única coisa a ser feita. Na noite do dia 11/10 ele ainda estava muito mal – comia na minha mão, com muito sacrifício. Conversei uns 40 minutos com ele, pedindo para ele reagir, sentir meu cheiro e entender que não estava sozinho. Mas ao mesmo tempo eu estava querendo que ele entendesse e já me perdoasse — o dia seguinte seria o Dia D.
Uma profissional médica veterinária, que auxiliou nos primeiros cuidados com ele, afirmou que havia tratamento e que eutanásia não seria a solução. Mas eu não estava confortável pois inclusive estava me achando uma fora-da-lei em sonegar a informação de uma zoonose importante — com a cabeça a mil, fui até o local onde ele estava, já decidida — obvio que perdi a coragem quando ele, com todo o sacrifício ficou em pé, tentou me olhar e me ofereceu um tímido abanar de rabo pelado pela doença.
Ainda enquanto buscava informações sobre o que fazer, um vet amigo meu citou sobre um médico veterinário que seria uma pessoa referência que poderia me ajudar na decisão sobre o assunto.
Fui em busca do profissional — o prof Marcio Moreira, que atende no Hospital Veterinário Anhembi-Morumbi. Em 48 horas eu estava levando o cão para ser examinado no hospital da faculdade e sendo orientada — agora com base para eu poder decidir o que fazer. 
ALTERNATIVAS
Tratar — tratamento de alto custo e trabalhoso. Nos primeiros 90 dias, muitos medicamentos, muita dedicação e um cão monitorado pelo resto da vida.
Eutanasiar — uma possibilidade, dado que o cão que vivia na rua e não era meu.
Ele me deixou a vontade para decidir – coisa que decidi ali mesmo no final da consulta. Tratar, pois nada é por acaso. Ele apareceu na minha frente. Essa situação era minha e de mais ninguém.
ARREGAÇANDO AS MANGAS
E com a ajuda e compreensão de marido, amigos queridos e meus cães — tenho 3 — iniciamos a maratona. Estamos na metade dela. Ele ganhou o nome de Luau, ganhou peso, ganhou seus pelos de volta e está respondendo bem ao tratamento. 
Tomamos todas as precauções, estamos levando o tratamento muito a sério, sem falhar um dia, um horário. E ficando com a emoção a flor da pele nos dias ruins que ele tem por conta das medicações. 
De alguma forma essa situação caiu no meu colo para eu aprender alguma coisa com isso. Já aprendi sobre tratamento de Leishmaniose. Já aprendi que quem tem amigos tem tudo. Continuo aprendendo sobre as coisas do amor. E tenho certeza que nessa jornada eu vou aprender ainda mais. Porque vida é vida – e enquanto ela existe, a gente não pode desistir. “
img-20171219-wa0043-1537147623.jpgEvolução da doença (Imagem: Mara Pallotta/Arquivo pessoal)
   Não é uma história linda e emocionante? Quisera todas as pessoas ou pelo menos poucas, que sejam, pensarem dessa forma, arregaçarem as mangas e lutar pela vida de outra vida, sem medir esforços?
   A incidência de Leishmaniose cresce a cada dia, e a cada dia, pessoas abandonam seu animais, por falta de informação, comprometimento e amor verdadeiro pelo seus cães. Sei o quanto é difícil e caro o tratamento, mas se você pode fazer, faça!
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Luau Feliz da vida! (Imagem: Mara Pallotta/Arquivo pessoal)
   Se você quiser acompanhar a história do Luau, siga-o no Instagram, lá você vai saber como ele está reagindo o tratamento e como está sua vida feliz!
   E caso queria saber mais sobre a Leishmaniose, temos uma matéria completa aqui no debate animal (https://debateanimal.com/2017/09/13/leishmaniose-canina)
   Para finalizar gostaria de agradecer a Mara Lucia Pallotta, hoje a dona dedicada do Luau, que foi incrível dividindo essa história de muito amor e garra! Estarei torcendo para que o Luau consiga se manter forte, feliz e saudável!
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Mara e Luau – Prova do que o amor e a dedicação são capazes! Só olhar a carinha de felicidade dele! 🙂 (Imagem: Mara Pallotta/Arquivo pessoal)
dicas, notícias, saúde

Outubro Rosa – Câncer de mama

No mês de outubro foi criada a campanha de conscientização do câncer de mama para mulheres. Infelizmente essa doença também acomete as fêmeas de cadelas e gatas.

O câncer é uma doença que costuma causa pânico nos proprietários por ser sinônimo de morte para os cães, mas desde que diagnosticado precocemente, pode ser tratado e curado. Por isso é muito importante ficar atento aos sinais que indicam o surgimento de um tumor e acompanhar periodicamente a saúde dos animais de estimação, com idas frequentes ao veterinário.

A maior incidência é em fêmeas acima dos sete anos de idade. É muito semelhante ao que acontece na mulher, que tem como o principal fator de desenvolvimento o uso de alguns anticoncepcionais, dieta imprópria, obesidade e a pseudociese, que é popularmente conhecida como gravidez psicológica.

O câncer de mama, ao contrário do que muitos pensam, não afeta apenas as fêmeas, podendo acometer machos em alguns casos.

 

Como identificar o câncer de mama

As primeiras mudanças que podem ser observadas nos animais são as comportamentais, como tristeza, falta de apetite, febres e vômitos.

Na maioria dos casos o tumor é maligno (50% dos casos), muitas vezes os sinais podem se desenvolver de forma silenciosa, não causando alterações físicas ou comportamentais latentes e imediatas.

Os sinais nem sempre aparecem no início da doença. Alguns deles são detectáveis somente em um estágio avançado do câncer:

  • Caroços na região das mamas do animal
  • Inchaço ou dilatação na área mamária da cadela
  • Dores na região das mamas
  • Presença de secreções nas mamas com odor desagradável
  • Perda de peso e apetite, feridas que não cicatrizam, febre e vômito

Os tumores podem ser identificados como uma massa sólida ou como a presença de pequenos inchaços múltiplos, que podem dobrar de volume em apenas um mês (ao contrário dos tumores benignos, que apresentam desenvolvimento lento).

Como é diagnosticado e seu tratamento

O diagnóstico do câncer é feito principalmente por exames clínicos da região mamária e exames de citologia aspirativa do nódulo.

Após a análise dos resultados, é o veterinário quem irá pedir uma série de exames, para se certificar qual será o tratamento adequado e em qual estágio a doença se encontra. Sendo possível descobrir se existe a presença de metástases do câncer, que são responsáveis pela propagação do tumor para outras partes do corpo além das mamas.

Com o diagnóstico de câncer de mama definido, vem a parte do tratamento, a primeira opção é a cirurgia para a retirada completa do tumor.

A operação cirúrgica geralmente já é o suficiente para o caso de cânceres benignos, mas se forem malignos é necessário a realização de uma quimioterapia e um intenso cuidado de prevenção contra a reincidência e a metástase após a operação.

Infelizmente, quando a metástase ocorre as chances de cura são mínimas, e a opção é fazer o tratamento dos sinais clínicos para da qualidade de vida.

Prevenção

A melhor maneira de prevenir é a castração antes do primeiro cio, que reduz as chances do desenvolvimento de um câncer de mama em 95%, por diminuir drasticamente as alterações hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual.

É contra indicado o  uso de anticoncepcionais, pois o descontrole do estrógeno e da progesterona (hormônios relacionados à sexualidade, prenhez e amamentação) é a principal causa deste tipo de tumor.

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Imagens: anda.jor.br/olhardovale/castracaosolidaria

 

 

notícias, saúde

Leishmaniose Canina

     A Leishmaniose é uma doença infecto contagiosa causada por um protozoário, conhecido como Leishmania, que é transmitido pela picada do mosquito flebótomo infectado, também conhecido como “mosquito palha” ou “birigui”. É considerada uma zoonose e pode acometer homens e cães. Nos cães ela é conhecida como Leishmaniose Visceral Canina.

     A transmissão depende de um inseto (vetor) e de um hospedeiro, que funciona como um reservatório da doença. Vários mamíferos tem esse papel: caninos, felinos, roedores, marsupiais, primatas e até o homem. O cão domesticado é o reservatório mais importante devido à alta prevalência da doença, e também pela sua capacidade de infectar o “mosquito-palha”.

     Não se pega Leishmaniose por contato com cães ou outros animais, mas pela picada do inseto que estiver infectado. É o inseto que transmite a doença de um animal para outro, inclusive para o homem. Proteger o cão é proteger toda a família.

Sinais da doença

     É importante mencionar que a leishmaniose é uma doença com um período de incubação que oscila entre os 3 e os 18 meses, sendo assim é possível que o cachorro apesar de estar infectado não manifeste nenhum sintoma. Uma vez que a doença já se encontre em uma fase sintomática o cachorro manifesta os seguintes sintomas:

  • Perda de pelo, especialmente nas patas e ao redor da cabeça.

  • Perda de peso considerável, apesar de não perder o apetite (atrofia muscular)

  • Feridas e descamação da pele que não cicatrizam, feridas nas pontas das orelhas e focinho e pelos quebradiços.

  • Crescimento anormal das unhas.

  • Aumento abdominal.

  • Fraqueza, vômito, diarreia.

  • Lesões oculares e falta de pelos ao redor dos olhos.

  • Em fases mais avançadas da doença podemos encontrar um conjunto de sintomas que revela um estágio de insuficiência renal, anemia e outras doenças imunes.

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Diagnóstico

     Para saber se um cão tem Leishmaniose, o médico veterinário é o profissional indicado para fazer o diagnóstico.

     O diagnóstico definitivo é feito por análises de sangue, ou por pesquisa das Leishmanias na medula óssea, baço ou fígado do animal.

Tratamento

     Clinicamente falando, a Leishmaniose é uma doença tratável e curável, no entanto, assim como ocorre na grande maioria das doenças causadas por protozoários, geralmente não há a cura parasitológica.

     O tratamento não é proibido e pode ser sintomático, com medicamentos veterinários de uso oral, que podem ser manipulados em farmácias. O que é proibido no tratamento desta doença é o uso de medicamentos da linha humana, proibição que está sendo questionada.

      O tratamento no cão infectado, com a vacinação e repelentes, podem levar à cura clínica e à cura epidemiológica.

     O comprometimento total do dono do pet é fundamental no tratamento da leishmaniose em cachorros e, por isso, o médico veterinário deve informar bem os proprietários em relação a todos os aspectos desse processo, incluindo questões de serviços, medicações, custos e exames que deverão ser realizados no cão doente com uma frequência determinada, além do risco de manter um animal portador em seu domicílio já que se trata de uma zoonose.

     O fato ainda gera bastante polêmica entre os protetores dos animais, já que, de acordo com as informações cedidas pelo Ministério da Saúde brasileiro, a eutanásia deve continuar sendo a principal forma de prevenção e controle da doença nas regiões mais afetadas do País.

Prevenção

  • Mantenha o animal dentro de casa ao entardecer (entre 18h e 6h). Coloque telas nas janelas e no canil, espalhe vasos de citronela pelo quintal.

  • Nunca leve o cão para áreas endêmicas (cidades onde já existe a doença) sem que ele esteja protegido.

  • Limpe seu quintal. Recolha folhas, flores e frutos caídos e as fezes dos animais. Feche bem o seu lixo.

  • Coloque repelente (coleira ou spray) no seu cão

  • No Brasil, existe atualmente no mercado uma vacina contra a Leishmaniose Visceral Canina, que confere proteção superior a 92% e já protegeu mais de 70.000 cães em todo o país.

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Imagens: canilmadjarof/leishmaniosecanina/vettorienta
saúde

Diabetes Mellitus em cães

     A diabetes é uma doença de caráter endócrino onde o pâncreas altera ou diminui a produção de insulina, que é um hormônio responsável pelo controle de glicose no sangue, fonte de energia para todos os órgãos.

         É uma doença frequente em cães e ocorre mais nas fêmeas do que nos machos. Há também uma predisposição racial: Poodle, Daschund, Schnauzer, Beagle, Golden Retrivier, Labrador, Sptiz e Samoieda.

         Existem dos tipos de diabetes mellitus:

– Diabetes Mellitus tipo 1 ou insulino dependentes: perda progressiva e possivelmente completa da produção de insulina;

– Diabetes Mellitus tipo 2 ou não insulino dependentes: a produção de insulina pode estar elevada, baixa ou normal, mas é suficiente para manter os níveis adequados de glicose.

         Os sinais clínicos são: o cão começa a beber água em excesso, produz grande quantidade de urina, aumento de apetite com diminuição acentuada de peso. Na evolução mais grave da doença podem aparecer problemas de pele, nos olhos (catarata), nos rins (infecções) e no fígado.

         Para confirmar se seu cão tem a doença, o médico veterinário vai basear-se nos sinais clínicos e fazer exames se sangue e urina para verificar a glicose nos mesmos.

         O tratamento baseia-se no uso de insulina injetável, que pode ser necessário durante toda a vida do animal, para manter o nível de glicose suficiente para o funcionamento adequado do organismo.

         A dieta com rações dietéticas é muito importante, assim também como atividade física para seu cãozinho. Para as fêmeas ainda é indicado à castração, pois os hormônios durante o cio dificultam o controle da glicemia.

         É importante ressaltar que se seu cão tem o diagnóstico de diabetes, ele deve sempre passar por um acompanhamento periódico veterinário, para que haja o controle da doença e evite complicações mais graves.

Imagem: stardogpet