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Soldado homenageia cão-bombeiro Barney com tatuagem: ‘Quando coração transborda, transparece na pele’

O labrador Barney, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, pulou no Rio Urussanga em Içara, no Sul do estado, durante buscas por uma pessoa desaparecida. Após mergulhar, ele não retornou mais à superfície. O acidente ocorreu em 2 de maio. O cachorro atuava em situações de buscas e foi levado a Brumadinho (MG) para ajudar a encontrar vítimas.

“Quando o coração transborda, ele transparece na pele. Primeira sessão em homenagem ao meu parceiro, definitivamente marcado para sempre em minha vida. Meu Barney!”, escreve Rangel ao publicar a imagem em uma rede social.

O cachorro estava no batalhão em Lages, mas atuava em salvamentos em vários pontos do estado. No dia do acidente fatal, segundo os bombeiros, ele teria mergulhado para apontar o local onde estaria a vítima desparecida, mas não retornou à superfície.

Publicado originalmente em: G1.com

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TRATAR CACHORRO COMO SE FOSSEM PESSOAS

TRATAR CACHORRO COMO SE FOSSEM PESSOAS:

“É comum ouvir críticas a quem trata cachorro como se fosse gente. Concordo.

Cachorro é cachorro, gente é gente.
Cachorro tem que ser tratado como cachorro – com respeito à sua fidelidade, ao seu caráter. Porque cachorro não trai.
Não mente.

Cachorro te ama pelo que você é, seja lá quem você for: ministro do Supremo, senador ou indigente.

Cachorro não finge, não forja, não frauda. Cachorro só sabe o que sente.
Cachorro não faz jogo de cena. Não guarda mágoa.

Cachorro é emocionalmente inteligente. Perdoa sem que você tenha que implorar perdão.
E, uma vez perdoado, o perdão é permanente.
Por que haveríamos de tratar um ser assim como se fosse gente?

Gente a gente também não deve tratar como cachorro.
Porque não é qualquer um que merece carinho na barriga, cafuné na orelha, demonstração de amor sem motivo aparente.

Gente não morde. Mas há outras formas de se cravar o dente.
No coração, no bolso, na alma.
Por vezes com veneno de serpente.

Gente fofoca, inveja, calunia. Te beija enquanto te entrega, e te odeia, sorridente.

Cachorro obedece, respeita, se submete. Mas só gente é subserviente.
Gente ama com ressalvas, faz promessas que não cumpre.
Só cachorro (e uma ou outra mãe) é que ama incondicionalmente.

Por que tratar como cachorro – que fica ao seu lado até a morte – alguém que te abandona de repente?

Não. É totalmente sem noção e incoerente tratar gente como se fosse cachorro – e tratar cachorro como se fosse gente.”

Autor desconhecido

amor, histórias, notícias, saúde

Cães fazem a alegria da Pediatria do Hospital das Clínicas da UFMG

Projeto de terapia assistida explora laços entre humanos e animais

Três cachorros, acompanhados de suas tutoras, fizeram a alegria do setor de Pediatria do Hospital das Clínicas da UFMG, na manhã deste sábado, dia 6. Crianças, mães e profissionais do Hospital vivenciaram momentos de descontração durante a visita da equipe do projeto Amigos pra cachorro.

A ação foi idealizada em sala de aula, durante uma disciplina ministrada pela professora Maria Izabel de Azevedo, do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, da Escola de Veterinária. Ela e três alunas desenvolveram o projeto, que se baseia na Terapia Assistida por Animais.

Para a superintendente do Hospital das Clínicas, professora Andréa Maria Silveira, o laço entre seres humanos e animais traz muitos benefícios: “Sabemos, pela literatura internacional, que a interação dos humanos com os animais, que é muito antiga, traz efeitos muito benéficos para pessoas doentes, principalmente para crianças”, analisa. Entre os pontos positivos, a professora destaca que brincar com animal ajuda a tirar o foco da dor e da doença, além de diminuir a ansiedade, a melancolia e estimular o bom humor.

Segundo a professora Maria Izabel, os cães são ideais para esse tipo de terapia. Para a visita, foram selecionados animais sadios e dóceis que passaram por avaliação clínica e higienização. A TV UFMG acompanhou a atividade e mostra como foi a reação das crianças. Assista:

 

Equipe: Olívia Resende (produção e reportagem), Ravik Gomes (captação e edição de imagens).
Publicado originalmente: UFMG
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Cinema em São Paulo permitiu que cachorros vissem o filme “A caminho de Casa” com seus donos

Era algo lindo de se ver!! Alguns patudos ocupavam assentos e outros preferiam ficar assim mesmo na escada. Contudo, o ponto comum entre todos eles era a educação, pois sempre estiveram muito educadinhos e quietinhos.

Para aqueles que têm animais de estimação e os tratam como se fossem seus filhos, um típico cenário familiar, como a ida ao cinema, se tornou realidade graças a um cinema no Brasil, que permitiu que vários cachorros acompanhassem seus donos para assistir a um filme.

O filme era o “A caminho de Casa”, uma obra cinematográfica americana que conta a história de uma cadela chamada Bella, que percorreu mais de 600 quilômetros para se reencontrar com seu dono Lucas.

E nada melhor que ver esse filme com seu cachorro, né?

Pois então, foi justamente a pensar nesse cenário, que um cinema na cidade de São Paulo decidiu transformar o sonho de muitos em realidade e abriu suas portas para que as pessoas pudessem ver o filme na companhia de seus catioros, disponibilizando uma sala de maneira especial, para poder desenvolver toda atividade sem que ocorressem quaisquer inconvenientes.

Assim, com o chão coberto de tapetes e várias sacolas disponíveis para os patudos fazerem suas necessidades, cerca de 180 cães se deslocaram com seus donos até as salas do Frei Canenca Shopping para assistir ao filme.

O único “probleminha” encontrado era a localização da sala escolhida para o efeito. Essa estava localizada no terceiro andar e só poderia ser alcançada por elevador. Por isso vários donos tiveram que levar seus animais (muitos deles bem pesados) em seus braços.

Mas além disso… tudo correu perfeitamente. E como se costuma dizer, “Quem quer, tudo faz”.

Publicado originalmente em: Portal Animal

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Cão com câncer vende roupinhas para pagar sua quimioterapia

Norberto é um cachorrinho que morava nas ruas da Argentina. Seu destino mudou completamente no dia em que ele encontrou a dona de uma clínica veterinária. Ela decidiu ajudá-lo de uma forma que comoveu milhares de internautas.

Norberto chegou à clínica veterinária “Lola Polola” com uma infecção no pescoço. Noelia Tacacho, dona do lugar, e sua equipe o curaram e castraram. Após a intervenção, eles descobriram que ele tinha um tumor venéreo transmissível que só pode ser curado em sessões de quimioterapia caras. Noelia explicou que a quimioterapia custava US $ 300. Era necessário encontrar uma maneira de pagar pelo tratamento. Foi então que Norberto ficou conhecido através das redes sociais.

Ela publicou uma foto no Facebook da clínica. Nele o cachorro aparece com uma placa que diz “Eu vendo roupinhas para pagar minha quimioterapia”. A imagem teve um sucesso inesperado. Foi compartilhado por mais de 1.600 pessoas em apenas dois dias.

Enquanto a ação de Noelia moveu muitos internautas, muitos outros consideraram uma mera forma de promoção da clínica veterinária. A proprietária se defendeu dizendo que só queria que as pessoas comprassem os produtos da loja para financiar o tratamento de Norberto e poder salvá-lo.

Publicado originalmente em: Histórias com valor

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Conheça a história da Tina, Maria Cristina de Alcântara Machado

E mais uma vez temos uma linda história, que na verdade podemos chamar de linda homenagem que nossa seguidora Regina Alvim nos enviou.

Imagem: Regina Alves

A história que vamos contar é da Tina, seu nome carinhoso, porque seu verdadeiro nome é Maria Cristina de Alcântara Machado, sim um nome de Lady.

A Tina foi encontrada, em um sábado de 2001. Uma vizinha estava espiando alguma coisa no meio do mato, e mesmo atrasada a Regina foi lá ajudar e ver o que estava acontecendo. Elas se depararam como uma cena triste, Tina estava dentro do bueiro muito ferida, pois tinha sido atropelada e deixada para morrer.

Regina levou a cachorrinha imediatamente para sua casa, mesmo com o seu marido não querendo que ela se responsabilizasse pelo caso. Mas ela não pensou duas vezes!!

A cachorrinha tinha diversos ferimentos na pele, cheia de carrapatos e um ferimento que praticamente podia-se ver o coração dela batendo.

Regina conversou com Tina e pediu que reagisse que ela ia fazer todo possível para não desistir de viver e ficar curada. Nesse mesmo dia, Tina começou a se alimentar, e foi reagindo bem aos medicamentos e cuidados.

Tina se recuperou totalmente! Ela viveu sendo a sombra de Regina, e o grande amor de sua vida. Foi muito feliz!

Em 2015, Tina adoeceu! Começou a apresentar problemas na pata que tinha sido atropelada, e foi diagnosticado câncer nos pulmões, metástase de um câncer nos ossos.

Regina ficou devastada, achando que ia morrer, mas se dedicou dia e noite para poder ajudar Tina a não sofrer tanto e conseguir ter qualidade de vida.

Tina sofreu muito nesses últimos dias de sua vida, mas do seu lado teve muito amor e apoio, pode descansar em paz.

Regina agradece muito por ter compartilhado sua vida com Tina, que foi quem a resgatou todos os dias de uma depressão e trouxe muita alegria para sua vida!

Imagem: Regina Alvim

Cada dia que passa, nós que gostamos de bichos, nos deparamos com essas histórias lindas e podemos ter mais certeza que essa ligação e amor com animais é maravilhosa!

E se você também tem alguma história do seu pet que queria compartilhar, mande para o Debate Animal!

Imagem: Regina Alvim
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Homem entrou em coma e seu cachorro o acompanhou até ele acordar. Ele não queria sair do seu lado

“Onde está o anjo que constantemente sussurrou que tudo ficaria bem?”, Disse Francis Romero quando acordou.

Além de ser grandes seres, os filhotes são ótimos companheiros. Sua lealdade e amor são à prova de tudo, se você escolher um para ter ao seu lado, então tenha certeza de que você nunca será desapontado, nem ele vai te abandonar.

Isso foi o que comprovou Francis Romero, um homem de 70 anos que de repente entrou em coma, forçado a ficar em um hospital. Era uma situação extremamente difícil, especialmente para ele, um homem de idade avançada. As coisas poderiam se complicar mais facilmente.

Felizmente, no hospital onde ficou, ele foi autorizado a ter seu amado e fiel cão ficar com ele e acompanhá-lo durante os dias difíceis que o aguardavam.

Havia a possibilidade de que Francis nunca mais acordasse. Ou talvez devesse levar muito tempo para ele fazer isso. O futuro era totalmente incerto.

No entanto, o filhote de cachorro doce decidiu honrar o título que foi ganho entre os humanos, o melhor amigo do homem e não deixou seu dono por um segundo enquanto ele estava no hospital. Ele o acompanhava dia e noite.

Até que um dia, depois de um mês em coma, Francis acordou. E suas primeiras palavras derreteram aqueles que o acompanhavam: “Onde está o anjo que constantemente sussurrava que tudo ficaria bem?” Ele disse.

Por Constanza Suarez

Publicado originalmente em Revista saber viver mais

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Eu gosto de pessoas que consideram família seus animais de estimação

Eu gosto de pessoas que de repente descobrem o que é ter um cachorro ou um gato. Gosto quando caem exaustos para esses novos companheiros, para aqueles animais de estimação que revolucionam quase sem saber como, todo o seu universo pessoal.

Amar os animais é algo que acontece quase sem perceber, e que a mudança, esse passo que muitas pessoas fazem quando os participantes em um mundo de emoções, jogos, empresas e riso espontâneo, está reformulando novos valores e novas descobertas internas.

Animais de estimação são mais que animais de estimação, eles entram em nossos corações sem avisar, ganhando nossos sorrisos e os lugares favoritos do nosso sofá até que um dia, eles deixam de ser animais de estimação para ser família.”

As pessoas que entendem e valorizam o que é amar um animal têm uma nobreza especial. Sua capacidade de oferecer amor, cuidado, ser mais paciente e responsável é algo notável, porque queremos ou não, todos temos muito a aprender com eles: animais de estimação.

A maneira pela qual os cães nos integram como membros de sua família, seu rebanho ou a capacidade de um gato mostrar seu respeito e afeto com seus olhos limpos e imensos, é algo que todos devemos aprender a valorizar…

A vida com animais de estimação nos torna uma pessoa melhor

Não se trata de defender a ideia de que todos os que não amam animais, ou simplesmente não gostam de compartilhar tempo e espaço com eles, são uma pessoa ruim. Em absoluto. Trata-se realmente de entender algo mais simples: um animal pode, a qualquer momento, oferecer-nos muitas coisas de que precisávamos.

“O mundo é habitado por muitas pessoas sem sentimentos, mas algo que temos claro é que todos os “animais” são capazes de oferecer um afeto puro e desinteressado.”

Curiosamente, se formos à raiz etimológica da palavra “animal”, veremos que ela deriva na realidade da anima ou do animus, isto é, possuidor da alma ou do sopro da vida.

E mais ainda, no folclore de muitos países há histórias que falam de cães e gatos como autênticos espíritos-guia da humanidade. Entidades cujo objetivo é cuidar de nós e nos orientar.

De qualquer forma, algo que é claro é a maneira como eles podem nos mudar, a maneira como eles nos oferecem o poder de implantar novas estratégias para desfrutar de uma vida mais plena.

Introduzir um cão na vida de um homem velho, por exemplo, dá a ele a necessidade de levar novas rotinas, diretrizes e obrigações. Vai forçar você a se abrir para o mundo, aumentar os reforços positivos através das emoções, uma companhia sincera que alivia a solidão e uma atividade diária para combater o estilo de vida sedentário.

Ajuda-os a serem pacientes, a respeitar, a assistir, a estabelecer uma união onde o valor dos gestos e das afeições é maior que as palavras.

Para nós, adultos, nos dá aquele amor que nos parece tão estranho às vezes: um amor que é oferecido por nada, que não conhece ressentimentos, que nos força a viver no “aqui e agora”, onde não vale a pena adiar um passeio ou uma carícia. Onde os cochilos compartilhados são instantes de cumplicidade agradável, onde perdoamos brincadeiras e adoramos tê-los por perto, como mais um da família.

Animais de estimação nos mostram que somos dignos de seu amor

Não importa se você é alto ou baixo, você é um daqueles que esquecem os aniversários das pessoas ou aqueles que preferem uma tarde chuvosa a um dia de praia. Animais de estimação não nos julgam por causa de nossas crenças, aspectos físicos ou opiniões políticas. Seus animais, eles só entendem emoções.

“Eles dizem que os animais de estimação entendem o significado da amizade e, acima de tudo, da família: pertencer a um grupo. Porque eles amam sem distinção de raça ou espécie.”

A pessoa que compartilha a vida, os espaços e os momentos com seus cães ou gatos sabe que ele é digno do amor de seu animal. E é simplesmente porque existe, porque o amor que é oferecido sem concessões e com a alma pura é um amor baseado na alegria.

As pessoas que são amadas pelos seus animais de estimação são simplesmente porque lhes oferece o que precisam: pertencer a uma casa, atenção, cuidado, amor … Se percebermos e analisarmos calmamente, perceberemos que, no fundo, as suas necessidades são muito parecido com o nosso.

A pessoa que compartilha a vida, os espaços e os momentos com seus cães ou gatos sabe que ele é digno do amor de seu animal. E é simplesmente porque existe, porque o amor que é oferecido sem concessões e com a alma pura é um amor baseado na alegria.

As pessoas que são amadas pelos seus animais de estimação são simplesmente porque lhes oferece o que precisam: pertencer a uma casa, atenção, cuidado, amor … Se percebermos e analisarmos calmamente, perceberemos que, no fundo, as suas necessidades são muito parecido com o nosso.

Eles também precisam de raízes, pertencem a uma casa e têm alguns membros para defender e aqueles para amar. Nós somos sua matilha, sua família, seu pequeno micromundo. Entender tudo isso é algo que nos enriquece e nos ajuda a sermos melhores simplesmente, porque para eles somos dignos de estar em seus corações.

Publicado originalmente em: Contioutra

Imagem: Laurie Locci – Homenagem Nicole e Laya

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Conheça a história da Pê

Fico feliz quando me deparo com histórias de amor com os animais, e mais feliz ainda em poder dividir com vocês.

A história de hoje é da Pê, uma cachorrinha linda e charmosa, que sofreu muito com o abandono e maus-tratos, mas felizmente encontrou uma dona maravilhosa que a acolheu e mudou sua vida!

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Imagem: Instagram @pe_pezinha

Eu pedi que sua dona, Tássia Búrigo, contasse a história da Pê para fazer a matéria, e ela fez um relato tão fofo, como se fosse a Pê escrevendo, que eu não quis mudar nadinha o texto para dividir com vocês!

“Eu era moradora de rua e seguia a minha vida normalmente. Até que um dia, em março de 2014, uns tios malvados colocaram um cano de PVC no meu pescoço, parecia um colar largo de PVC. Este cano era muito justo, machucando a parte de trás das minhas orelhinhas e o meu pescoço. E aí, eu comecei a definhar, porque eu não conseguia me alimentar, nem beber água com aquela coisa no pescoço. Mas não foi só isso, esses mesmos tios também me deram uma lambada na carinha, fazendo com que meu olho direito pulasse fora. Meus ossinhos do rostinho ficaram bem alterados, tipo amassados mesmo, sabem, tios?

Os moradores do bairro por onde eu andava falaram para os tios da ONG SOS Vira-Lata, uma ONG da minha cidadezinha, que tinha uma cadela andando com um cano de PVC no pescoço. As tias da ONG, então, começaram a me procurar. Mas foi difícil elas me encontrarem, porque eu não ficava sempre no mesmo lugar. Eu estava desesperada, procurando segurança e algum tio que pudesse me tirar aquilo do pescoço.

Levaram umas 3 semanas até que as tias me encontraram. Eu já estava desistindo da vida. Estava um saquinho de osso, já sem pelos, e sendo comida viva por bicheiras que se formaram em meu olhinho e em meus ferimentos ocasionados pelo cano. Quando a tia Carol me encontrou, eu estava num armário velho de cozinha, paradinha, olhando pro nada. A tia Carol tentou se aproximar, me ofereceu petisco, e eu: nada. Eu já havia realmente desistido de imaginar que alguém viria me salvar. Até que a tia viu que o jeito era me pegar no colo e me colocar no carro. Foi o que ela fez.

Deixei o maior futum no carro da tia Carol hihihi e fomos para a clínica veterinária, onde serraram meu cano, numa segunda tentativa com um outro serrote, e onde permaneci por uns 15 dias.

A maninha estava procurando um cãozinho especial para adotar, já que o trabalho dela então permitia ela ter um cachorro – antes ela ficava fora o dia todo e assim ela tinha consciência de que não daria para ter um cãozinho no apartamento. Ela queria um cão especial, pois via que, nas feirinhas de adoção, estes cães iam restando – tem muitos tios que preferem cãezinhos “perfeitos”.

Quando a maninha me viu passando na Fanpage da ONG, ela pensou “meu tio Jesus, não vou encontrar nenhum outro cão que precise mais da minha atenção do que essa!”. E assim, maninha começou a me visitar na clínica.

Todos os dias, maninha ia lá e me fazia carinho, que era pra ver se eu já estava me acostumando com ela. É que a maninha pensava que, em vista do que passei, eu certamente seria raivosa, ou antissocial, ou ia morder tudo, ou fazer xixi por tudo hihihi. Mas não.

Na primeira semana, maninha me fazia carinho e era como se ela fizesse carinho numa pedra. Eu estava estática, desacreditada, inanimada. Nos dias seguintes, comecei a ir tendo reações, até que chegou o dia de ir pra casa. Foi aí que veio a surpresa.

Quando os tios veterinários me colocaram no chão para eu ir até a maninha, eu fui faceira, balançando a rabiola! Maninha quase chorou e se arrepende até hoje de não ter filmado esta cena.

De lá pra cá, foi só alegria. No começo eu morria de medo de colo – e até hoje não curto muito – mas fomos nos conhecendo e nos adaptando uma à outra. Maninha sempre chora quando fala sobre nossa historinha, porque ela diz que fui eu quem adotei ela. Somos muito parceiras, já fui à praia, a restaurantes, em diversas praças, e outras cidades com ela. Uma vez fomos até a Gramado, num chalé que aceitava cachorro.

Maninha fala que nossa ligação é de outras vidas. Ela não imagina a vidinha dela sem mim (e vice-versa). Eu já sei quando ela vai sair, quando ela vai chegar, já conheço as palavras: petisco, nanar, passeio, já volto, não, vem, pula, tiozinho e outras. Sou tão gulosa que, na fase pós-internação, fui rapidamente dos 7 Kg até os atuais 12 Kg – mas num momento extrapolei e fiquei bem gordinha hihihi. Passei por fases feias, desde a cicatrização de todas as feridas até o nascimento dos pelos. Porém, maninha sempre me enxergou por dentro e sempre via a minha alminha linda e iluminada.

Hoje, eu sonho que nenhum cachorro desista, e acredite que, para cada tio maldoso, sempre haverá mais tios anjos. Maninha é meu anjo, minha luz.”

Dia do resgate da Pê Imagem: Instagram @pe_pezinha

Imagem: Instagram @pe_pezinha

“Maninha” é a salvadora da Pê (Tássia Búrigo), que com todo amor do mundo acolheu a Pê, mesmo com todas as dificuldades, ela cuidou, amou e fez a vida da cachorrinha mudar e poder ser muito feliz agora!

Para quem ama os animais, é muito difícil acreditar e aceitar que existam pessoas que façam mal as essas criaturinhas maravilhosas, mas também enche nosso coração de esperança quando nos deparamos com histórias como essa, aonde o amor e a dedicação prevalece!

E quem quiser acompanhar a vida da Pê, o Instagram dela é: @pe_pezinha. Sigam ela lá!

E o Facebook

Imagem: Instagram @pe_pezinha

Espero que a Pê continue linda e feliz na companhia da “Maninha” e que apareçam muitas outras histórias como essa para contarmos aqui no Debate Animal! E você tem alguma história de amor com um bichinho? Mande e conte para a gente!!!!!