amor, histórias, notícias

Homem entrou em coma e seu cachorro o acompanhou até ele acordar. Ele não queria sair do seu lado

“Onde está o anjo que constantemente sussurrou que tudo ficaria bem?”, Disse Francis Romero quando acordou.

Além de ser grandes seres, os filhotes são ótimos companheiros. Sua lealdade e amor são à prova de tudo, se você escolher um para ter ao seu lado, então tenha certeza de que você nunca será desapontado, nem ele vai te abandonar.

Isso foi o que comprovou Francis Romero, um homem de 70 anos que de repente entrou em coma, forçado a ficar em um hospital. Era uma situação extremamente difícil, especialmente para ele, um homem de idade avançada. As coisas poderiam se complicar mais facilmente.

Felizmente, no hospital onde ficou, ele foi autorizado a ter seu amado e fiel cão ficar com ele e acompanhá-lo durante os dias difíceis que o aguardavam.

Havia a possibilidade de que Francis nunca mais acordasse. Ou talvez devesse levar muito tempo para ele fazer isso. O futuro era totalmente incerto.

No entanto, o filhote de cachorro doce decidiu honrar o título que foi ganho entre os humanos, o melhor amigo do homem e não deixou seu dono por um segundo enquanto ele estava no hospital. Ele o acompanhava dia e noite.

Até que um dia, depois de um mês em coma, Francis acordou. E suas primeiras palavras derreteram aqueles que o acompanhavam: “Onde está o anjo que constantemente sussurrava que tudo ficaria bem?” Ele disse.

Por Constanza Suarez

Publicado originalmente em Revista saber viver mais

adoção, amor, histórias, Sem categoria, superação

Conheça a história da Pê

Fico feliz quando me deparo com histórias de amor com os animais, e mais feliz ainda em poder dividir com vocês.

A história de hoje é da Pê, uma cachorrinha linda e charmosa, que sofreu muito com o abandono e maus-tratos, mas felizmente encontrou uma dona maravilhosa que a acolheu e mudou sua vida!

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Imagem: Instagram @pe_pezinha

Eu pedi que sua dona, Tássia Búrigo, contasse a história da Pê para fazer a matéria, e ela fez um relato tão fofo, como se fosse a Pê escrevendo, que eu não quis mudar nadinha o texto para dividir com vocês!

“Eu era moradora de rua e seguia a minha vida normalmente. Até que um dia, em março de 2014, uns tios malvados colocaram um cano de PVC no meu pescoço, parecia um colar largo de PVC. Este cano era muito justo, machucando a parte de trás das minhas orelhinhas e o meu pescoço. E aí, eu comecei a definhar, porque eu não conseguia me alimentar, nem beber água com aquela coisa no pescoço. Mas não foi só isso, esses mesmos tios também me deram uma lambada na carinha, fazendo com que meu olho direito pulasse fora. Meus ossinhos do rostinho ficaram bem alterados, tipo amassados mesmo, sabem, tios?

Os moradores do bairro por onde eu andava falaram para os tios da ONG SOS Vira-Lata, uma ONG da minha cidadezinha, que tinha uma cadela andando com um cano de PVC no pescoço. As tias da ONG, então, começaram a me procurar. Mas foi difícil elas me encontrarem, porque eu não ficava sempre no mesmo lugar. Eu estava desesperada, procurando segurança e algum tio que pudesse me tirar aquilo do pescoço.

Levaram umas 3 semanas até que as tias me encontraram. Eu já estava desistindo da vida. Estava um saquinho de osso, já sem pelos, e sendo comida viva por bicheiras que se formaram em meu olhinho e em meus ferimentos ocasionados pelo cano. Quando a tia Carol me encontrou, eu estava num armário velho de cozinha, paradinha, olhando pro nada. A tia Carol tentou se aproximar, me ofereceu petisco, e eu: nada. Eu já havia realmente desistido de imaginar que alguém viria me salvar. Até que a tia viu que o jeito era me pegar no colo e me colocar no carro. Foi o que ela fez.

Deixei o maior futum no carro da tia Carol hihihi e fomos para a clínica veterinária, onde serraram meu cano, numa segunda tentativa com um outro serrote, e onde permaneci por uns 15 dias.

A maninha estava procurando um cãozinho especial para adotar, já que o trabalho dela então permitia ela ter um cachorro – antes ela ficava fora o dia todo e assim ela tinha consciência de que não daria para ter um cãozinho no apartamento. Ela queria um cão especial, pois via que, nas feirinhas de adoção, estes cães iam restando – tem muitos tios que preferem cãezinhos “perfeitos”.

Quando a maninha me viu passando na Fanpage da ONG, ela pensou “meu tio Jesus, não vou encontrar nenhum outro cão que precise mais da minha atenção do que essa!”. E assim, maninha começou a me visitar na clínica.

Todos os dias, maninha ia lá e me fazia carinho, que era pra ver se eu já estava me acostumando com ela. É que a maninha pensava que, em vista do que passei, eu certamente seria raivosa, ou antissocial, ou ia morder tudo, ou fazer xixi por tudo hihihi. Mas não.

Na primeira semana, maninha me fazia carinho e era como se ela fizesse carinho numa pedra. Eu estava estática, desacreditada, inanimada. Nos dias seguintes, comecei a ir tendo reações, até que chegou o dia de ir pra casa. Foi aí que veio a surpresa.

Quando os tios veterinários me colocaram no chão para eu ir até a maninha, eu fui faceira, balançando a rabiola! Maninha quase chorou e se arrepende até hoje de não ter filmado esta cena.

De lá pra cá, foi só alegria. No começo eu morria de medo de colo – e até hoje não curto muito – mas fomos nos conhecendo e nos adaptando uma à outra. Maninha sempre chora quando fala sobre nossa historinha, porque ela diz que fui eu quem adotei ela. Somos muito parceiras, já fui à praia, a restaurantes, em diversas praças, e outras cidades com ela. Uma vez fomos até a Gramado, num chalé que aceitava cachorro.

Maninha fala que nossa ligação é de outras vidas. Ela não imagina a vidinha dela sem mim (e vice-versa). Eu já sei quando ela vai sair, quando ela vai chegar, já conheço as palavras: petisco, nanar, passeio, já volto, não, vem, pula, tiozinho e outras. Sou tão gulosa que, na fase pós-internação, fui rapidamente dos 7 Kg até os atuais 12 Kg – mas num momento extrapolei e fiquei bem gordinha hihihi. Passei por fases feias, desde a cicatrização de todas as feridas até o nascimento dos pelos. Porém, maninha sempre me enxergou por dentro e sempre via a minha alminha linda e iluminada.

Hoje, eu sonho que nenhum cachorro desista, e acredite que, para cada tio maldoso, sempre haverá mais tios anjos. Maninha é meu anjo, minha luz.”

Dia do resgate da Pê Imagem: Instagram @pe_pezinha

Imagem: Instagram @pe_pezinha

“Maninha” é a salvadora da Pê (Tássia Búrigo), que com todo amor do mundo acolheu a Pê, mesmo com todas as dificuldades, ela cuidou, amou e fez a vida da cachorrinha mudar e poder ser muito feliz agora!

Para quem ama os animais, é muito difícil acreditar e aceitar que existam pessoas que façam mal as essas criaturinhas maravilhosas, mas também enche nosso coração de esperança quando nos deparamos com histórias como essa, aonde o amor e a dedicação prevalece!

E quem quiser acompanhar a vida da Pê, o Instagram dela é: @pe_pezinha. Sigam ela lá!

E o Facebook

Imagem: Instagram @pe_pezinha

Espero que a Pê continue linda e feliz na companhia da “Maninha” e que apareçam muitas outras histórias como essa para contarmos aqui no Debate Animal! E você tem alguma história de amor com um bichinho? Mande e conte para a gente!!!!!

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Muro de escola ganha grafite para incentivar a adoção de animais, em Coqueiros, Florianópolis

O muro da Escola Almirante Carvalhas, em Coqueiros, está mais colorido de umas semanas pra cá. Um grafite lindão feito por um dos nossos melhores artistas dá um incentivo para pessoas que estão na dúvida entre adotar um amiguinho de quatro patas ou comprar. A arte do grafiteiro Rodrigo Rizzo é uma extensão da campanha da Diretoria do Bem-Estar Animal da Capital, que tem em seus canis cerca de 100 cães e 60 gatos, vítimas de abandono e aguardando ansiosamente para ter uma família. Os interessados podem entrar em contato com a Dibea pelo telefone (48) 3234-5677.

A ideia da arte é incentivar a adoção e conscientizar as pessoas de que um animalzinho passa a ser responsabilidade delas até que a morte os separe, e não até eles ficarem idosos ou doentes.

Quer saber? Eu apoio!

Por Edsoul – olharanimal.org

Fonte: NSC Total

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Maratonista resgata filhote durante prova e corre 30km com animal no colo

A atleta tailandesa, Khemjira Klongsanun resgatou um filhote da beira da estrada durante uma maratona na cidade de Ratchaburi, na Tailândia. A prova de 41 quilômetros não estava nem na metade quando ela viu outros participantes em torno do cachorro.

Ela, então, o pegou e correu os 30 quilômetros restantes com ele no colo.

“Eu percebi que ele estava perdido. Não tinha casas, outros cachorros ou nenhuma pessoa por perto. Ele estava confuso no meio daquele ambiente”, disse Khemjira ao site Daily Mail.

Depois da maratona, a tailandesa decidiu adotar o cãozinho, que foi batizado de Chombueng.

Fonte: Vírgula

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Cão encontrado em caçamba de lixo em SP, ajuda nas buscas em Brumadinho

Há dois anos, um pequeno vira-lata preto foi encontrado em uma caçamba de lixo em São Paulo e adotado. Rapidamente, os donos perceberam que ele tinha um bom faro e começaram a treiná-lo. O nome escolhido é autoexplicativo sobre seu talento farejador: Resgate.

Nos últimos dias, Resgate recebeu uma missão: ajudar nas buscas por corpos e sobreviventes em Brumadinho.

O cachorro atua junto com o grupo de voluntário “Resgate Sem Fronteiras”, da qual faz parte seu tutor, Benedito Rodrigues Correa. Na quarta-feira (30), o cachorro ajudou até o Corpo de Bombeiros nas operações.

“Nós demos uma força aqui para os bombeiros. E ele colocou dois pontos para os bombeiros fazerem a retirada de entulho, onde poderia haver corpos“, contou Benedito, em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (31).

O dono, que ajudou também nos trabalhos no desastre de Mariana, há três anos, conta que o faro de Resgate ainda não está no máximo de sua capacidade: “80%”, diz ele. O treinamento tem ajuda de um policial amigo.

“Tem um policial colega nosso, ele é que treina ele na realidade. Eu também faço o treinamento passado por ele (…) para achar corpos”, explica.

Para ver o vídeo da reportagem clique AQUI

Fonte: G1

adoção, amor, gatos, histórias, notícias, Sem categoria

Adotar um gato alonga a vida: eles combatem a depressão e fazem bem ao coração

Se você ainda não foi conquistado pela sua simpatia e beleza, aqui está uma boa razão para adotar um gato: de acordo com um estudo recente, os felinos prolongam a vida de seus donos. E não só.

Isso foi confirmado pela Fundação Iseni e pelo Centro Cuore Malpensa: há um ano essas instituições fizeram uma campanha pela adoção de um cão entre os cardiopatas para melhorar a expectativa de vida dos pacientes e evidenciaram os mesmos benefícios no caso dos gatos – com alguns benefícios extras.

O principal benefício que pode ser extraído da companhia felina diz respeito à esfera dos transtornos relacionados ao estresse, transtornos depressivos e síndrome de ansiedade.

A explicar os mecanismos subjacentes a esta relação benéfica é diretamente Professor Andrea Macchi – Diretor do Centro do Coração e dos Istituti di Ricovero e Cura Gruppo Iseni Sanità di Lonate Pozzolo: “O contato com pêlo de gato produz oxitocina, o hormônio felicidade. Ao contrário do cão, a dificuldade do gato para confiar e contar com o ser humano estimula nesse último o auto-controle e um esforço mais prolongado para se relacionar com o filhote. O contato com o pelo do gato também é agradável e relaxante, tem um efeito positivo sobre a pressão sanguínea e sobre os batimentos cardíacos. Ronronar é uma resposta imediata da atenção dada ao animal e relaxam naturalmente também o paciente, que tem enormes benefícios a nível cardiovascular, prolongando e melhorando a vida humana”.

Os resultados do estudo feito, portanto, levaram a uma iniciativa semelhante àquela feita com os cães: foram feitas parcerias com abrigos locais, convidando os pacientes com doença cardiovascular a adotarem um gato. Serão os cardiologistas do centro a explicarem os benefícios aos pacientes, de maneira científica detalhada.

Uma solução que satisfaz dois objetivos: “primeiro, é claro, prolonga a vida do doente e depois, dá uma casa para gatos abandonados, que terão agora uma família”, diz Andrea Macchi, que, para dar um bom exemplo, imediatamente recebeu um gato em casa.

Inútil dizer que você não precisa ter problemas de coração para adotar um gato: ele irá recompensá-lo da mesma maneira – e com muito mais. 😉

Imagem de Rita Locci – Seus gatos Donatella e Leonardo

Publicado originalmente: Contioutra

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Conheça a história de Vitinho, o cão de Brumadinho que emocionou a internet ao fazer vigília pelos donos

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Ele só queria voltar pra casa depois de um cotidiano passeio pelas redondezas do sítio onde mora, na rua Alberto Flores, em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Mas havia 12,7 milhões de metros cúbicos de lama no caminho. O rejeito – derramado pelo rompimento da barragem de Feijão na última sexta-feira (25) – quase o soterrou. Vitinho (esse é o nome dele), felizmente, foi salvo pelo Corpo de Bombeiros. Ele agora vive a agonia de esperar por seus entes queridos. Insistente, fez questão de permanecer nas proximidades de casa, situada a cerca de 500 metros da pousada Nova Estância – varrida pela catástrofe -, embora tenha sido retirado do local várias vezes para sua própria segurança. Vitinho, no caso, é um cachorro.

A fidelidade do animal chamou atenção da reportagem do Estado de Minas, que acompanha os trabalhos da equipe de resgate dos bombeiros. A foto dele, publicada neste sábado no Twitter e no Instagram do jornal, rendeu mais de 6 mil curtidas e centenas de comentários comovidos.

Família localizada

O EM localizou o dono do cão: Lucas Assis, de 32 anos. O sítio em que ele vive com os pais e a namorada em Brumadinho está entre as propriedades temporariamente interditadas pela Defesa Civil. “Antes de sairmos, minha mãe o chamou várias vezes, mas ele não atendeu. Ele conhece bem a região, sabe o caminho de casa. Mas achamos que ele não retornou porque está confuso por causa do barulho das aeronaves e a perturbação toda. De todo modo, deixamos comida e água pra ele”, relata o auxiliar administrativo.

A família ficou hospedada em uma pousada da cidade durante quase todo o fim de semana. A residência foi finalmente liberada no início desta noite, mas o reencontro com Vitinho ainda não aconteceu. “Nós encontramos nossa gata e um outro cachorro, mas o Vitinho até agora, nada. Estamos aflitos”, diz Vanessa Tavares, a namorada de Lucas. “Chegamos a sair para procurá-lo, sem sucesso. Infelizmente, o acesso a área em que ele foi fotografado é restrito, então não podemos ver se ele ainda está lá. Agradecemos quem puder nos dar informações sobre ele e acolhê-lo”, diz o rapaz.

Homenagem a “São Victor”

O nome do cachorro, que completou quatro anos, foi inspirado pela “devoção” da mãe de Lucas, a aposentada Santuza Assis, de 60 anos, ao Atlético Mineiro. “Minha mãe é torcedora fanática do Galo. Daí batizou o cão de “Vitinho” em homenagem a ‘São Victor’, goleiro do time”. Em 2013, o Atlético foi campeão da Copa Libertadores da América graças à lendária defesa de um pênalti que o jogador fez com a perna esquerda.

Fonte: Históriascomvalor

 

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Muito amor

Olha essa foto que maravilhosa! ❤❤❤

A Natália e o Fábio estão a espera do Bernardo!

O Bento filho peludo deles, fez essa cara de feliz para foto com a chegada do seu irmão! A pose mais linda e cheia de amor com felicidade!

Mande a foto do seu pet para o Debate Animal também!

😍😍😍😍😍😍😍😍

#debateanimal #loucosporbichos #amoranimal #loucosporcachorros #dogs #dogdafamilia #amor

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Inspirado em 101 Dálmatas, casal faz ensaio de noivado perfeito com seus cães de estimação

Talvez um dos encontros românticos mais fofos de Hollywood é quando Roger e Anita se apaixonam, graças à intromissão de Pongo no início do clássico amado da Disney, 101 Dálmatas.

Tony Collier e Corinne Jones, recém-noivados, queriam fazer algo especial para sua sessão de fotos oficial. Tendo se conhecido em 2009 na Universidade de Illinois, ambos trabalharam na Disney World após a formatura e ambos são grandes fãs da Disney. O filme favorito de Corine é 101 Dálmatas, então a ideia do ensaio ocorreu naturalmente pra eles. Juntaram o amor pelo filme com a perícia da fotógrafa e prima Melissa Biggerstaff e o resultado, que ficou incrível, se deve ao talento de Biggerstaff e de seus dois cães muito fotogênicos; Mookie e Izabella, que habilmente assumiram os papéis de Pongo e Perdita.

As fotos, extremamente fofas, vocês veem abaixo com a comparação com a animação original:

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Disney, 1961

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Imagem: Melissa Bigerstaff / Rusty Lion art

Fonte: IHeartDogs

amor, histórias, notícias

Os olhos de um animal têm o poder de falar uma língua única

Quando olho para os olhos do meu cachorro, do meu gato ou de qualquer outro animal, não vejo um “animal”. Vejo um ser vivo como eu, um amigo, uma alma que sente, que entende afetos e medos e que merece o mesmo respeito que qualquer outra pessoa.

O poder de um olhar transcende muito além do sentido da visão. Por incrível que pareça, os nossos nervos ópticos estão intimamente ligados ao hipotálamo, essa estrutura delicada e primitiva onde se localizam as nossas emoções e a nossa memória. Quem olha sente, e isto é algo que acontece também com os animais.

Se os olhos são a janela da alma, então algo me diz que os animais também a têm, porque eles sabem usar essa linguagem que não necessita de palavras como ninguém: é o idioma do afeto e do respeito mais sincero.

Todos nós, em algum momento da nossa vida, já experimentamos o seguinte: ir adotar um cachorro ou um gato e estabelecer de imediato uma conexão muito intensa com um deles só de o olhar nos olhos. Sem saber como, eles nos cativam e nos conquistam. No entanto, os cientistas dizem que existe algo mais profundo e intrigante do que tudo isto.

Os olhos dos animais, uma conexão muito antiga

Os cachorros e os gatos são dois dos animais habituados há muitos anos a conviver com o ser humano. Já não surpreende a ninguém a forma tão sábia, e por vezes atrevida, que eles têm de interagir conosco. Eles nos olham nos olhos fixamente e são capazes de expressar desejos e necessidades através de todo tipo de carinhos, gestos, movimentos do rabo e vários tipos de cumplicidades.

Temos harmonizado comportamentos e linguagens para nos compreendermos, e isto não é um ato casual. É mais um resultado de uma evolução genética onde espécies diferentes se acostumaram a conviver juntas para benefício mútuo. Algo que também não nos surpreende é o que nos revelou um interessante estudo realizado pelo antropólogo Evan MacLean: os cachorros e os gatos são bastante capazes de ler as nossas próprias emoções só de nos olharem nos olhos.

(Imagem: Contioutra)

Os nossos animais de estimação são mestres dos sentimentos. Eles podem identificar padrões gestuais básicos para os associar a uma determinada emoção e raramente falham. Além disso, este estudo também explica que as pessoas costumam estabelecer um vínculo com os seus cachorros e gatos muito parecido com o que criam com uma criança pequena.

Nós os criamos, entendemos e estabelecemos um laço forte como se fossem membros da família, algo que, por incrível que pareça, foi proporcionado pelos nossos mecanismos biológicos depois de tantos anos de interação mútua.

As nossas redes neurológicas e a nossa química cerebral reagem do mesmo modo como se estivéssemos cuidando de uma criança ou de uma pessoa que necessita de atenção: liberamos oxitocina, o hormônio do carinho e do cuidado. Por sua vez, os animais também agem da mesma forma: nós somos o seu grupo social, a sua família, os humanos amáveis com que eles compartilham o sofá e as sete vidas de um gato.

A biofilia, a conexão com a natureza e os animais

O mundo é muito mais bonito visto através dos olhos de um animal. Se todas as pessoas tivessem a excepcional habilidade para se conectar com eles deste modo, “recordaríamos” aspectos que antes eram inatos e que agora esquecemos devido à agitação da civilização.

A nossa sociedade está agarrada ao consumismo, à exploração exagerada dos recursos, e isto fere o planeta Terra que os nossos netos deveriam herdar com a beleza do passado, com os seus ecossistemas intactos, com a sua natureza tão bela, viva e reluzente, e não com tantas fraturas quase impossíveis de recuperar.

(Imagem: Contioutra)

Quando ter um animal significava sobreviver melhor como espécie

Edward Osborne Wilson é um entomologista e biólogo norte-americano conhecido por ter criado o termo “biofilia”. Esta palavra define o amor por todos os seres vivos que, em geral, é algo que a maioria das pessoas que gostam de animais já experimentou. Segundo o cientista, a afinidade que estabelecemos com os nossos animais tem a sua origem nos primeiros períodos evolutivos da nossa espécie.

Ao olhar nos olhos de um animal nasce dentro de nós, de forma inconsciente, uma ancoragem emocional e genética. O ser humano estabeleceu um tipo de vinculação muito íntima com certos tipos de animais, sendo o cão um dos mais relevantes nessas épocas remotas, onde a nossa máxima prioridade era sobreviver.

Uma das teorias de Edward Osborne é que as pessoas que contavam com a companhia de vários cachorros nos seus grupos sociais tinham mais chances de viver mais tempo, em comparação com aqueles que não dispunham deste vínculo.

As pessoas que eram capazes de conquistar um animal, de domesticá-lo e de construir uma relação de afeto e respeito mútuo estavam muito mais unidas à natureza, aos seu ciclos, a esses segredos sobre encontrar mais recursos para seguir em frente: água, caça, plantas comestíveis…

(Imagem: Contioutra)

É possível que nos dias de hoje os nossos cachorros já não sejam mais úteis para conseguir alimento. No entanto, para muitas pessoas a proximidade e a companhia de um cachorro ou gato continua a ser imprescindível para “sobreviver”.

Eles nos dão carinho, doses imensas de companhia, aliviam sofrimentos, conferem alegrias e nos recordam todos os dias por que é tão reconfortante olhá-los nos olhos. Eles não precisam de palavras, pois a sua linguagem é muito antiga, muito básica e até maravilhosamente primitiva: o amor.

Não deixe de desfrutar dos seus olhares, veja o seu reflexo neles todos os dias e você vai descobrir tudo o que há de bom em você.

Matéria e imagens publicadas originalmente: Contioutra