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Como os cachorros domesticaram o homem

Meu dono para de repente. Uma faixa de pelo ao longo das costas até o cóccix se arrepia. A boca, que normalmente esboça algo parecido com um sorriso, agora está fechada, e o nariz faz movimentos quase imperceptíveis. Apesar de andar sempre ao meu lado, Legolas me arrasta em direção a seu alvo. O motivo da transformação do meu labrador brincalhão em um cão de caça é um gato do outro lado da esquina. Em dois anos de convivência, ele sempre gostou de perseguir gatos na rua, e nunca de maneira amigável. A única outra coisa que surte nele um efeito parecido é comida. É enxergar um pedaço de pão a metros de distância para me puxar até lá. Nesses momentos ferozes, Legolas me lembra que, apesar de ter nome, cama, frequentar uma creche, ser ótimo com crianças e fazer sucesso no Instagram, ele é um cachorro. E que, como todo cachorro, é meio lobo.

Quer dizer, mais ou menos. Em 2014, cientistas de Universidade de Uppsala, na Suécia, compararam os genomas de algumas raças de cachorro com os de outros caninos, incluindo lobos de regiões em que teria se iniciado a domesticação dos cães pelo homem (Croácia, China e Israel). O que descobriram foi que os genes dos cachorros são parecidos entre si, mas não tão similares aos dos lobos de hoje em dia a ponto de dizermos que um evoluiu do outro. Aliás, os traços genéticos que compartilham têm mais a ver com cruzamento entre as espécies do que com uma descendência direta. Então, de onde vieram os cachorros? Uma possibilidade é que tanto cães como lobos evoluíram a partir de um ancestral comum já extinto entre 9 e 34 mil anos atrás. Cachorros não são lobos, ao contrário do que sugerem os gurus do adestramento na TV.

A ideia mais aceita hoje é que, cerca de 13 mil anos atrás, a tal espécie canina ancestral percebeu que andar próxima a lugares por onde os homens nômades passavam era uma boa. Afina, era comum sobrar restos de comida nessas áreas. De cara, evitavam contato direto com humanos, aquela espécie desconhecida e potencialmente perigosa. Mas alguns caninos menos medrosos chegaram um pouco mais perto, em busca de restos mais nobres. Os humanos viram vantagem. Aqueles bichos percebiam coisas que os homens não eram capazes de notar, como a presença de predadores e a proximidade de presas. Era o início da amizade.

A domesticação demorou a acontecer. O homem de 13 mil anos atrás não era exatamente um cara civilizado com moradia fixa a ponto de ter um animal doméstico. Nos milhares de anos seguintes, os humanos foram selecionando os bichinhos mais dóceis e descartando os agressivos. Foi a invenção do cachorro. Uma seleção artificial tão eficiente que foi reproduzida em laboratório. Nos anos 1960, o geneticista russo Dmitry Belyaev começou a criar raposas em cativeiro. Por 40 anos, liberava as mais simpáticas para cruzar e gerar raposinhas. Mais de dez gerações depois, elas mudaram física e psicologicamente. Lambiam, pediam carinho, interagiam com humanos, tinham orelhinhas caídas quando filhotes, rabo em pé e focinho mais curto que seus ancestrais selvagens. Viraram cachorros.

A história das raposas é uma evidência de como a espécie humana é capaz de moldar outras espécies. Mas, no caso dos cachorros, fomos longe demais. Basta ver como a obsessão por raças perfeitas por meio de cruzamentos de indivíduos da mesma família criou cães como o pug, que não respira direito e pode morrer se fizer muito esforço físico. O abuso de poder está também em pequenos gestos. Adoramos dar banho e encher os cachorros de perfume, tirando-lhes o cheiro natural: o documento de identidade deles. Resumindo, estamos descachorrizando os cães. Eles têm roupas, vão à creche, ganham festa de aniversário – e há quem garanta que eles amam tudo isso. Mas, quando atribuímos aos cachorros sentimentos humanos, como inveja, ciúmes ou alegria, nos esquecemos de que eles funcionam de um modo muito diferente do nosso. Não é assim que se trata o melhor amigo.

No século 19, o biólogo alemão Jakob von Uexküll mudou a história da ciência do comportamento animal ao propor ver o mundo pelos olhos de uma pulga. Esse parasita não tem uma vida muito variada. Ele não enxerga e não liga para barulhos. De todos os cheiros do mundo, só um importa: o de ácido butanoico, presente em manteiga, em alguns queijos e no suor de animais de sangue quente. Para a pulga, encontrar um desses animais é como ganhar na loteria. Ela morde, suga um bocadinho de sangue e pronto, sua missão na Terra está completa. Se a pulga pudesse falar, só diria que há três tipos de coisas no mundo: lugares para esperar surgir no ar o cheiro de ácido butanoico, superfícies com ácido butanoico e sangue (que está cheio de ácido butanoico). O resto – a política nacional, a temporada mais recente de Game of Thrones (incluindo o destino dos lobos gigantes dos Stark), este site, uma montanha de dinheiro – é irrelevante. Para Von Uexküll, só é possível compreender a pulga ao levarmos em conta o ponto de vista dela. Essa perspectiva peculiar recebeu o nome de umwelt (algo como “ambiente”, em alemão). O umwelt do cachorro é bem mais complexo do que o da pulga que se hospeda nele. E muito diferente do seu.

Um cão não liga para a magnífica vista do parque em que passeia. Para ele, importante é cheirar. Nenhum sentido é tão aguçado num cachorro quanto o olfato. Ele tem 220 milhões de células olfativas, 100 mil vezes mais do que você. Além de terem mais receptores de cheiros, eles têm tipos diferentes de células olfativas. Isso faz com que não só cheirem melhor: eles cheiram de um jeito que você nem imagina que é possível. Entre o céu da boca e a parede inferior do focinho, há um aparelhinho muito útil chamado órgão vomeronasal, uma espécie de decodificador de odores. Tudo o que entra pelo nariz é processado e transformado em informações no cérebro canino.

Publicado originalmente em: Revista super interessante

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Adidas já vendeu 6 milhões de tênis feitos com plástico retirado do oceano

Produzir sapatos feitos de plástico retirado dos oceanos é a nova aposta de sucesso da Adidas, que transformou milhões de garrafas plásticas descartadas indevidamente em tênis de corrida de alto desempenho.

Com 11 garrafas recicladas, é possível produzir um par de tênis de corrida pra lá de futuristas, incluindo na confecção da peça o revestimento dos calcanhares, das capas dos forros das meias e o design externo.

Parece um sonho distante, mas o eco-tênis já é uma realidade bastante lucrativa, inclusive, para a Adidas.

A ideia surgiu em 2015, quando a multinacional alemã somou forças ao grupo ambientalista Parley for The Oceans para desenvolverem, em conjunto, o inovador calçado.

Em 2016, a Adidas se comprometeu a parar de usar sacolas plásticas em suas 2.900 lojas de varejo espalhadas pelo mundo, com o objetivo de economizar 70 milhões de sacolas plásticas por ano, trocando-as por sacolas de papel em sua rede de filiais.

No ano seguinte, em 2017, cerca de 5,5 milhões de garrafas de plástico foram usadas para produzir 1 milhão de eco-tênis UltraBoost em três versões diferentes, conforme informou o CEO da Adidas, Kasper Rorsted.

“Este ano a meta é produzir 7 milhões de pares de calçados”, disse Eric Liedtke, membro do conselho executivo da Adidas, em comunicado à imprensa.

“Depois de um milhão de pares de calçados produzidos em 2017, cinco milhões em 2018, planejamos produzir onze milhões de pares de calçados contendo plástico dos oceanos reciclado em 2019.”

Apesar dos tênis terem um preço de até US$ 220 (R$ 850) por par, o feedback dos consumidores têm sido bastante positivo, valorizando seu design leve, moderno e durável.

A marca também conseguiu se conectar de forma bem sucedida com os consumidores, mostrando que eles estão preocupados com o crescente aumento da quantidade de plástico nos oceanos; e que estes estão dispostos a pagar um pouco mais caro para comprar produtos personalizados e eco-friendly.

“A Adidas, por meio da sua nova linha de produtos à base de plástico reciclado oferece aos nossos consumidores um real valor agregado além da aparência, funcionalidade e qualidade do produto,” acrescentou Eric, membro do conselho executivo.

Além da linha de calçados, a empresa também produz camisetas de material reciclado, como as utilizadas pelos jogadores da Liga dos Campeões, para clubes como o Bayern de Munique, da Alemanha.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, os plásticos são despejados em nossos oceanos a uma taxa de um caminhão por minuto, impactando fortemente a vida marinha. Para piorar, mais de 480 bilhões de garrafas plásticas foram vendidas em todo o mundo em 2016 – meio trilhão em 2017 e 2018 – o que representa um aumento de cerca de 300 bilhões de garrafas a mais em comparação com uma década atrás. Uma porcentagem ainda considerada baixa é reciclada.

Segundo a organização Global Citizen, alguns países têm legislado sobre a proibição do uso de plásticos em certas circunstâncias, como a Escócia, Taiwan e Quênia, ao passo que cidades como Nova Delhi e Vancouver aplicaram alguma lei que proíbe a circulação de plástico, visando reduzir o consumo entre os cidadãos.

“Hoje não há desculpa para qualquer empresa usar plástico novo e virgem”, diz Cyrill Gutsch, fundador da Parley. “Provamos que os consumidores estão dispostos a pagar um pouco mais e preferem produtos feitos de ‘plástico oceânico’ do que outros tipos de produtos não-recicláveis.”

Essa maneira inovadora de reutilizar o plástico pode não parar apenas nos eco-tênis (felizmente!), pois o material pode ser triturado e transformado em fibras que podem ser tecidas em uma infinidade de produtos diferentes, como móveis, decks e até camisetas.

A Adidas planeja produzir todos os seus produtos com plástico reciclado até 2020 – uma excelente iniciativa para ajudar o ecossistema e, de quebra, uma ótima tacada de marketing também (e tá tudo bem!). Esperamos que mais empresas sigam a cartilha!

https://youtu.be/D73BR9WRmmE

Publicado originalmente em: Razões para acreditar

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Por que os cães podem ser bons para o crescimento do seu filho?

Ao se desenvolver ao lado de um cachorro, a criança terá benefícios que envolvem saúde, convívio social e equilíbrio das emoções

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Imagem: Freepik

Nas redes sociais, vídeos e fotografias que captam a relação inocente entre criança e cachorros sempre rendem muitos likes e comentários fofos. Essa dupla forma uma harmonia tão perfeita que é impossível não se encantar.

Muitas são as histórias de quem teve a felicidade de crescer ao lado do seu melhor amigo peludo. Uma infância com animal de estimação é marcada pela cumplicidade, carinho e, claro, muita bagunça.

Os motivos para ter um animal de estimação em uma casa com crianças são bem maiores do que os motivos para não fazê-lo. Confira porque essa combinação de crianças e cachorros é tudo de bom!

Crianças que convivem com cães adoecem menos

A Universidade Aberta do Canadá realizou uma pesquisa que comprovou que os cães reforçam o sistema imunológico dos bebês. O resultado da convivência diminui o risco de desenvolvimento de alergias infantis, além de proteger da obesidade.

Foram analisados históricos de 700 bebês. 46% deles conviveram com pelo menos um cachorro desde a barriga da mãe até os três meses após o nascimento. Os dados comprovaram que as crianças com cães em casa têm menos doenças respiratórias.

Alguns especialistas acreditam que isso se deve a uma maior exposição a alguns tipos de bactérias e germes, que ajudam no fortalecimento e na melhoria da resposta do sistema imunológico a algumas doenças.

Se seu filho receber um lambeijo, entenda isso como um ato sublime de amor. Se o pet estiver saudável e com as vacinas em dia, nada de ruim poderá acontecer ao seu filho.

Os cães ensinam muito sobre afeto

Os cachorros são animais carinhosos por excelência. Com a convivência, os bebês acabam aprendendo a ser carinhosos também, desenvolvendo assim comportamentos mais afetivos e solidários.

O cuidado consigo e com o outro também é estimulado pela presença de um animal de estimação em casa. A companhia canina ensina as crianças a compartilhar os brinquedos, o que evita atitudes egoístas.

Crianças que convivem com cães são menos propensas ao estresse

A saúde da mente é também beneficiada pela convivência com um pet. O melhor funcionamento do sistema cardiovascular tem sido associado à presença de um cão na família.

Com isso, a pressão sanguínea e a frequência cardíaca ficam mais estabilizadas, o que auxilia na redução do estresse. O simples gesto de acariciar o cachorro, reduz as condições psicossomáticas produzidas por fortes emoções, como por exemplo a agressividade.

A redução de quadros de ansiedade também entra na lista dos benefícios de deixar a criança ter contato com cachorro. As brincadeiras e o cuidado com o pet servem como exercício terapêutico e reduz sintomas de angústia, medo, insegurança e solidão.

Em uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Montreal, no Canadá, a criança portadora de autismo, na presença de um cão treinado para lidar com esse tipo de quadro, entra em estado de tranquilidade e segurança.

Com isso, os níveis de hormônios de estresse reduzem consideravelmente. A “terapia animal” vem sendo uma prática utilizada por especialistas do mundo todo e os resultados têm sido cada vez mais positivos.

Autonomia e autoestima são outras vantagens que podem ser citadas. A criança sente que é amada pelo seu cachorro e, de alguma forma, quer retribuir, dando comida e proporcionando momentos de lazer.

Cães deixam as crianças mais ativas

Uma das queixas da atualidade é em relação ao uso excessivo do celular, que deixa as crianças cada vez mais longe de atividades de recreação que são realizadas fora do sofá.

Com o cachorro, seu filho vai se sentir mais estimulado a brincar fora de casa. Brincadeiras de correr, bola e arremesso de objetos vão fazer com que os criança e pet gastem suas energias e fiquem mais ativos socialmente.

Os cães estimulam a socialização das crianças

Desde que nascemos, aprendemos a desenvolver habilidades de organização social e esse processo fica muito mais enriquecedor quando se tem a companhia de um “aumigo”.

Quando cresce convivendo com um cão, seu filho desenvolve habilidades sociais e adquire senso de responsabilidade e cooperação. A expansão das relações sociais influenciam diretamente na melhora de  autoestima.

Além disso, vai ficar muito mais fácil fazer novas amizades, administrar sentimentos de compaixão e paciência com os outros. Isso ajuda e muito a fortalecer o vínculo entre irmãos ou outros membros da família, reduzindo ciúmes e inimizades.

Crianças que têm déficit de atenção também começam a ter uma considerável elevação nos níveis de concentração e interação social. Isso acontece graças à rotina que é criada durante a convivência com seu pet.

As crianças desenvolvem autonomia e responsabilidade

Você pode dar uma tarefa que a criança seja capaz de desempenhar em relação ao cuidado do cão. Mas tome cuidado e se certifique de que vai ser seguro para ambos.

Trocar a água ou escovar os pelos do pet vai fazer com que ela tenha noção de responsabilidade. A prática também auxilia na percepção de autoconfiança porque seu filho vai se sentir orgulhoso em poder executar uma tarefa que só cabe a ela.

A importância do trabalho em equipe também pode ser explorada. O cachorro é de responsabilidade de todos da família, então, cada membro deve dar sua contribuição para garantir que ele seja bem cuidado.

Já deu para perceber que a felicidade e o bem-estar vão fazer parte dessa amizade verdadeira que vai durar muitos anos. Lindas histórias e ótimos frutos renderão da parceria perfeita entre criança e cachorro.

Se você tem alguma dúvida sobre essa relação que é só amor, entre em contato com um veterinário 24h. O especialista vai ser capaz de orientar sobre raças, rotina e adaptação do pet e da criança à nova rotina.

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Imagem: Freepik
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Suprema Corte da Espanha põe fim à tortura de animais no Toro de la Vega

Uma decisão da Suprema Corte da Espanha pôs um fim definitivo à tortura contra animais no Toro de la Vega, uma celebração medieval realizada em Tordesilhas, na região central do país.

No Toro de la Vega, que ocorre anualmente no mês de setembro, por muitos anos o touro foi perseguido e provocado às margens do Rio Douro por uma multidão. O animal recebia golpes de lança e bandarilha e mais tarde era encaminhado ao matadouro.

O conselho local de Tordesilhas argumentou que com a proibição definitiva a legislação acaba com “a essência do rito popular que deu origem às touradas”. A justificativa não foi considerada plausível pela Suprema Corte, que rejeitou a apelação dos apoiadores do Toro de la Vega, que já haviam sido proibidos anteriormente de lancear os animais pelo Supremo Tribunal de Castela e Leão.

Dedicando anos à luta pela proibição do Toro de la Vega, a presidente do partido animalista PACMA, Silvia Barquero, comemorou a decisão, segundo o jornal espanhol El País. Silvia destacou que esse tipo de festividade “não está de acordo com as sensibilidades da sociedade de hoje”. No entanto, ela deixou claro que essa ainda é apenas a primeira vitória para acabar com todos os eventos que envolvem touros no país.

Publicado originalmente em: Vegazeta

Imagem: Maisumapraconta

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Dinamarca proíbe as carnes Halal e Kosher pois ‘os direitos dos animais vem antes da religião’

A nova lei, que entrou em vigor no último dia 1, foi criticada por grupos religiosos. Mas o ministro da agricultura Dan Jørgensen disse que “os direitos dos animais vem antes da religião”.

As regulamentações europeias exigem que os animais sejam atordoados antes de serem abatidos, mas exceções podem ser feitas por motivos religiosos.

Alguns consumidores de carnes Halal e Kosher acreditam que é aceitável que o animal seja atordoado antes do abate, mas muitos outros insistem que o animal fique completamente consciente quando tem sua garganta cortada.

Condenando a mudança na lei dinamarquesa, o ministro de serviços religiosos de Israel Rabbi Eli Ben Dahan disse: “O anti-semitismo europeu está mostrando suas caras pela Europa, e está até mesmo se intensificando dentro das instituições governamentais”.

O jornal árabe Al Jazeera citou o grupo Danish Halal, que lançou uma petição contra a proibição, dizendo que isso era “uma clara interferência na liberdade religiosa limitando os direitos dos muçulmanos e judeus a praticarem suas religiões na Dinamarca”.

Os críticos também apontam que no mesmo país, a girafa Marius foi morta a tiros por um zoológico porque ele não atendia os requerimentos para seu programa de procriação.

No ano passado, políticos britânicos disseram que eles não iriam proibir o abate religioso de animais apesar da “forte pressão” da RSPCA e outras organizações.

A organização da indústria inglesa de carne bovina e ovelha (EBLEX) já pediu a criação de dois logos diferentes para as carnes Halal – um para carnes de animais que foram atordoados antes do abate e um para animais não atordoados – para serem introduzidos a fim de permitir que mais animais abatidos pelo Halal possam ficar inconscientes.

John Blackwell, presidente eleito da Associação Veterinária Britânica e veterinário praticante, apoiou a ideia, dizendo: “Eu acredito que as propostas falam sobre escolha – se as pessoas querem consumir Halal e eles não têm uma opinião forte sobre atordoamento, então eles têm a liberdade de escolher justamente isso”.

“Nossa posição permanece a de que todos os animais deveriam ser atordoados antes do abate, já que eles ficam insensíveis à dor na hora da morte”.

“Todas as evidências que eu já vi e interpretei sugerem que há uma preocupação sobre o bem-estar associada à percepção de dor durante o período entre a garganta ser cortada e a perda de sensibilidade do animal”.

Dra. Julia Wrathal, diretora do departamento de ciência de animais de fazenda da RSPCA, disse: “Nós queremos ver todos os animais ficarem inconscientes antes do abate”.

“Até lá nós estamos solicitando rótulos claros para que os compradores estejam armados com informações de forma que possam realizar uma escolha informada sobre se eles compram carne de animais que não foram atordoados antes do abate”.

Publicado originalmente em: olhar animal

curiosidades, notícias

Seu cachorro pode fazer de tudo para não te ver chorar, diz estudo

Cães são altamente responsivos ao choro humano, podem detectar problemas emocionais dos donos e agem para melhorar a situação

Novo estudo dá mais um motivo para acreditar que o cachorro é o melhor amigo do homem: os cães fazem de tudo para confortar seus tutores, e podem até enfrentar obstáculos para isso.

Publicado no periódico Learning & Behavior, o estudo “Timmy está no Poço: Empatia e Ajuda Pró-social em Cães” mostrou que os cachorros que possuem fortes laços com seus donos se apressavam para passar por uma porta caso escutassem a pessoa chorando.

“Achamos que os cães sentem o que os donos sentem e, se um cão sabe como ajudá-los, atravessará barreiras para fazê-lo”, disse a autora do estudo, Emily Sanford, do Departamento de Psicologia e Ciências Cerebrais da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. “Todo dono de cachorro tem uma história sobre voltar para casa depois de um longo dia, sentar para chorar e o cachorro fica ali, lambendo o rosto. De certo modo, essa é a ciência por trás disso.”

Algumas pesquisas já demonstraram que os cães são altamente responsivos ao choro humano. Sanford e sua equipe foram os primeiros a apontar que os cachorros detectam problemas emocionais e se apressam para fazer algo a respeito.

A ideia do experimento surgiu quando Julia Meyers-Manor, professora assistente de psicologia no Ripon College e integrante do grupo de estudos, brincava com seus filhos. As crianças a enterraram em travesseiros e ela começou a pedir ajuda. “Meu marido não veio me resgatar mas, em poucos segundos, meu Collie me tirou dos travesseiros”, ela contou. “Eu sabia que tínhamos que fazer uma análise para testar isso formalmente.”

Os testes envolveram 34 cães de várias raças e tamanhos, além de seus tutores. Uma de cada vez, as pessoas foram posicionadas atrás de uma porta transparente fechada com ímãs. Os cachorros podiam vê-las e ouví-las. Enquanto sentavam atrás da porta, alguns participantes tiveram que cantar popular canção de ninar “Twinkle, Twinkle Little Star” ou chorar e demonstrar lágrimas.

Quando os donos choravam, os cães abriram as portas três vezes mais rápidos do que os cachorros cujos tutores apenas tiveram que cantarolar.

Durante a tarefa, os pesquisadores mediram os níveis de estresse dos cães. Segundo Sanford, os cães que passaram pela porta para “resgatar” seus donos mostraram menos estresse, o que significa que ele ficaram chateados com o choro, mas não ficaram abalados para agir.

Quanto aos cachorros que não abriam a porta, o estudo indica que não era porque não se importavam: na verdade, parecia que eles se importavam demais. Esses cães se mostraram mais estressados e estavam muito preocupados com o choro para poder tomar qualquer atitude.

“Os cães estão ao lado dos humanos há milhares de anos e aprenderam a ler nossas emoções”, argumentou Sanford. “Os tutores podem dizer que seus cães sentem seus sentimentos. Nossas descobertas reforçam essa ideia e mostram que os cães que sabem que seu tutor está com problemas, eles podem entrar em ação.”

Publicado originalmente em Revista Galileu

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Câmara de Goiânia aprova proibição de uso de veículos com tração animal

A proibição do uso de veículos de tração animal e exploração animal com essa finalidade foi aprovada, em segunda votação, pelos vereadores da Câmara Municipal de Goiânia nesta quarta-feira (20). O projeto agora segue para sanção ou veto do prefeito Iris Rezende (MDB).

O objetivo é evitar que os animais sejam submetidos para transporte de cargas. “São inúmeros casos de cavalos que são utilizados para puxar cargas pesadas. Muitos deles usados de forma ininterruptas, 24 horas por dia”, explica o vereador Zander Fábio (Patriota), autor da proposta. Ele ainda citou que vários cavalos morrem em vias públicas por não suportarem os maus-tratos.

O projeto ainda prevê multa para quem for visto usando animal para tração. O valor varia de acordo com a lei de maus-tratos e o animal encontrado nessas condições será apreendido. No texto aprovado, há exceção para a Polícia Militar (PM)m que conta com a Polícia Montada. “A exceção da PM é justamente pelo cuidado com os animais. Além de ter o responsável pelo cuidado dos cavalos, é respeitado o descanso deles”, explica.

Para o parlamentar, a aprovação do projeto é uma vitória para aqueles que lutam contra os maus-tratos de animais. Como foi aprovado pela maioria dos vereadores em segunda votação, ele acredita que, caso a prefeitura não sancione o texto, a casa derrube o veto.

Por Kayque Juliano

Publicado originalmente em: Olhar animal

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Cães podem sentir se uma pessoa é má, a ciência confirma isso.

Os cães podem não parecer muito inteligentes quando começam a perseguir suas próprias caudas, mas, de muitas maneiras, são criaturas com um grande potencial mental. Em particular, eles são muito conscientes socialmente, tanto com humanos quanto com outros cães. Muitos estudos mostraram que eles podem sentir emoções humanas, como diferenciar rostos felizes e irritados e até mesmo ficar com ciúmes. No entanto, parece que eles também podem sentir se uma pessoa é ou não é confiável. E tenha certeza: uma vez que um cão percebe algo ruim no ar, ele dá sinais e você precisa estar atento(a).

Você já deve ter percebido que os cães entendem o significado quando um ser humano aponta para algo, ou seja, se o proprietário de um cão aponta para a localização de uma bola, vara ou comida, o animal irá correr e explorar o lugar ao qual a pessoa aponta. Mas, o que você talvez não saiba é que as últimas pesquisas mostram que eles são rápidos em descobrir se esses gestos podem ser enganosos. Em um estudo publicado na revista Animal Cognition, uma equipe liderada por Akiko Takaoka da Universidade de Kyoto no Japão apresentou 34 cães e três rodadas de apontar.

Na primeira rodada, os pesquisadores apontaram para um recipiente cheio de comida que estava escondido. Na segunda rodada, eles apontaram para um recipiente vazio, também escondido. Na terceira, apontaram novamente para aquele que estava com comida, embora os cães não tenham respondido a esta última indicação. Isso sugere, de acordo com Takaoka, que os cães poderiam usar sua experiência com o pesquisador para avaliar se eles são confiáveis. Após essas rodadas, um novo membro do estudo apontou para o mesmo lugar do terceiro experimento e os animais seguiram essa nova pessoa com interesse.

Takaoka diz que ficou surpreso ao ver que os cães “desvalorizaram a confiabilidade de um ser humano” tão rapidamente. “Eles têm uma inteligência social mais sofisticada do que pensamos, que evoluiu seletivamente em sua longa história ao lado dos seres humanos”. O próximo passo, de acordo com o especialista, seria testar outras espécies estreitamente relacionadas, como os lobos. Isso revelaria os “efeitos profundos da domesticação” na inteligência social dos cães. Assim, o estudo destacou que os cães são atraídos para coisas previsíveis.

Assim que os eventos de suas vidas se tornam irregulares, eles procurarão coisas alternativas para fazer. E se, de forma constante, eles não sabem o que vai acontecer, eles podem ficar estressados, agressivos ou temerosos. “Cães cujos proprietários são inconsistentes com eles geralmente têm transtornos comportamentais”. Esta última parte do experimento pode ser explicada pelo fascínio dos cães com algo novo: “Os cães são quase um banco de dados de gestos”, disse Bradshaw da Universidade de Bristol, “é por isso que o segundo pesquisador foi mais confiável porque o primeiro os decepcionou e eles lembraram”.

Essa descoberta não é surpresa para uma mulher chamada Victoria Standen. Ela possui um collie, considerada uma das raças mais inteligentes. Quando você faz uma caminhada, o collie sempre fica em uma interseção e espera para ver qual caminho você vai levar. “Muitas vezes eu o ensinei o caminho de volta para casa e ele, quando começava a caminhar por um local diferente do ensinado, olhava para mim como se perguntasse se aquele era realmente o trajeto certo”, disse Standen. Além disso, se um estranho provou ser pouco confiável (ou uma fonte de alimento), seu cachorro provavelmente se desconfiar dele. “Ficou bem claro que os cães são mais espertos do que se acreditava anteriormente”, confirmou.

Os cães são muito sensíveis ao comportamento humano, mas têm menos preconceitos. Eles vivem no presente, não refletem sobre o passado de forma abstrata, nem planejam o futuro. E quando eles encontrarem uma situação, eles reagirão de acordo com a situação em vez de pensar profundamente sobre o que isso implica. “Então, é claro que os cães não ouvem atentamente quando fazemos um gesto como o do estudo mostrado, mas eles avaliam a informação que lhes damos com base na ajuda que eles conseguem alcançar seus objetivos”, disse Brian Hare, pesquisador envolvido no teste.

“Por exemplo, muitos cachorros de família podem ignorar os gestos que seus donos fazem quando eles apontam incorretamente e usam a memória para cheirar e encontrar o que estava escondido”, acrescentou. Em conclusão, se seu cão é geralmente amigável e, com uma determinada pessoa, se comporta diferente, é bom prestar atenção ao que ele está tentando dizer. Eles, na maioria das vezes, têm certeza se aquela pessoa é ou não confiável. Observe os sinais!

Publicado originalmente: Revista saber viver mais.

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ESCOLA INFANTIL NA ALEMANHA TEM ARQUITETURA LÚDICA EM FORMA DE GATO GIGANTE

A escola infantil Die Katze em Wolfartsweier, perto de Karlsruhe, na Alemanha, tem chamado atenção das crianças e adultos pelo mundo todo. Isso porque sua arquitetura lúdica foi construída em forma semelhante de um adorável gato branco gigante.

Projetado pelo incrível artista francês Tomi Ungerer e pela arquiteta Ayla-Suzan Yöndel, o local, devido a criatividade e capricho, foi pensado justamente para que as crianças tenham prazer de ir à escola. Todos os dias, os alunos são estimulados a entrar pela boca do simpático gato. A barriga traz um vestiário, salas de aula, uma cozinha, refeitório e a escada principal.
As pernas são espaços dedicados a brincadeira. A turnê anatômica continua no andar de cima. A cabeça do gato é uma sala principal, por onde a luz natural entra através dos olhos e ouvidos. Tomi conta que escolheu o tema “gato” por ser seu animal favorito: “São animais inteligentes e conscientes de seu ser, perfeito para inspirar as crianças”.


O espaço construído para abrigar 100 alunos pode parecer estranho aos olhos de algumas pessoas, mas o tema usado em sua construção tem ampliado os conhecimentos dos pequenos. O edifício, que tomou forma para imitar um gatinho agachado com as orelhas de pé traz até um escorregador na parte de trás – no formato de seu rabo. Tudo é implementado para que eles aprendam enquanto se divertem.

Publicado originalmente em: FollowTheColours

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Cinema em São Paulo permitiu que cachorros vissem o filme “A caminho de Casa” com seus donos

Era algo lindo de se ver!! Alguns patudos ocupavam assentos e outros preferiam ficar assim mesmo na escada. Contudo, o ponto comum entre todos eles era a educação, pois sempre estiveram muito educadinhos e quietinhos.

Para aqueles que têm animais de estimação e os tratam como se fossem seus filhos, um típico cenário familiar, como a ida ao cinema, se tornou realidade graças a um cinema no Brasil, que permitiu que vários cachorros acompanhassem seus donos para assistir a um filme.

O filme era o “A caminho de Casa”, uma obra cinematográfica americana que conta a história de uma cadela chamada Bella, que percorreu mais de 600 quilômetros para se reencontrar com seu dono Lucas.

E nada melhor que ver esse filme com seu cachorro, né?

Pois então, foi justamente a pensar nesse cenário, que um cinema na cidade de São Paulo decidiu transformar o sonho de muitos em realidade e abriu suas portas para que as pessoas pudessem ver o filme na companhia de seus catioros, disponibilizando uma sala de maneira especial, para poder desenvolver toda atividade sem que ocorressem quaisquer inconvenientes.

Assim, com o chão coberto de tapetes e várias sacolas disponíveis para os patudos fazerem suas necessidades, cerca de 180 cães se deslocaram com seus donos até as salas do Frei Canenca Shopping para assistir ao filme.

O único “probleminha” encontrado era a localização da sala escolhida para o efeito. Essa estava localizada no terceiro andar e só poderia ser alcançada por elevador. Por isso vários donos tiveram que levar seus animais (muitos deles bem pesados) em seus braços.

Mas além disso… tudo correu perfeitamente. E como se costuma dizer, “Quem quer, tudo faz”.

Publicado originalmente em: Portal Animal