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Cachorro que tinha medo de ser tocado, agora não consegue parar de se aconchegar em seu salvador

Para um cachorro chamado Aka, toda a sua vida se resumiu a sobrevivência. Ele vagou pelas ruas de Lahan Sai, no Camboja, em busca de comida, água e lugares seguros para dormir. Quando Aka ficou doente e perdeu a maior parte de sua pele, a sobrevivência ficou ainda mais difícil.

Em agosto, Michael Chour, fundador do The Sound of Animals, um grupo que resgata cachorros na Tailândia e no Camboja, estava dirigindo para casa quando viu Aka na estrada.

“Aka saiu no meio de uma estrada muito movimentada a meio da noite, sem se importar com os carros que passavam por ele”, disse Chour. “Ele tinha um dos piores casos de sarna que já tinha visto. Eu acho que ele ficou doente por mais de um ano.”

Chour parou o carro e chamou por Aka. A princípio, o cachorro tentou fugir, mas quando Chour colocou uma tigela de comida no chão, Aka voltou.

Então Chour estendeu a mão e começou a acariciar Aka, que não parecia saber como reagir. É possível que ninguém tenha tocado em Aka dessa forma anteriormente, explicou Chour.

“As pessoas aqui odeiam cachorros vadios e muitas vezes simplesmente atiram pedras neles”, disse ele. “E eu que ele nunca teve um dono a vida toda.”

Aka ainda parecia estar com muito medo, mas Chour conseguiu convencê-lo a entrar no carro para que ele pudesse levar Aka ao abrigo de sua organização, o Blue Dream.

“Provavelmente foi o cansaço que o fez aceitar vir comigo”, disse Chour. “Mas também acho que ele entendeu que eu queria ajudar.”

Chour colocou alguns cobertores macios no banco de trás do carro e Aka se aconchegou neles.

“Eu coloquei minha mão em sua cabeça o tempo todo que dirigimos de volta ao abrigo”, disse Chour. “A certa altura ele se chegou perto de meus braços para um abraço.”

Assim que chegaram ao Blue Dream, Chour e os outros voluntários fizeram um exame médico completo a Aka e além de sarna, ele tinha parasitas no sangue e uma infecção bacteriana, então a equipe começou a tratar ele com antibióticos e fluidos IV.

Aka passou as semanas seguintes recuperando sua saúde e força – e depois de um mês, ele já parecia um cachorro completamente novo .

“Ele está aos meus cuidados há mais de um mês, e ele já tem seu todo o pelo de volta”, disse Chour. “Não completamente, mas quase.”

Aka também começou a adorar Chour e agora procura ativamente amor e atenção.

“Aka encontrou seu motivo para viver”, disse Chour. “Ele voltou a confiar novamente e sempre pede atenção. Eu adoro vê-lo pular atrás de mim. Ele nem precisa de uma coleira para caminhar, porque ele nunca fica a mais de um metro de mim.

Aka vai ficar no Blue Dream até Chour encontrar uma família que gostaria de adotá-lo, embora Chour também esteja considerando manter Aka no abrigo, porque ele simplesmente não consegue ficar longe de Chour.

“Todos os dias, eu o trago comigo no carro para fazê-lo feliz, e ele gosta de pular nos meus ombros enquanto eu dirijo”, disse Chour. “Ele me beija e me beija o tempo todo.”

Aka está seguro agora, mas Chour ressalta que há inúmeros outros cachorro na mesma situação – não apenas no sudeste da Ásia, mas em todo o mundo.

“Eu adoraria que as pessoas olhassem em volta e se vissem outro Aka, apenas o leve e o ame, já que todos esses cachorros têm muito para dar”, disse Chour.

Publicado originalmente em: Portal Animal

 

amor, doação, histórias, saúde, superação

Vaquinha para ajudar no tratamento do Luau

Vocês lembram do Luau, nosso amigo que foi encontrado na rua com Leishmaniose?

Para reelembrar a história dele: https://debateanimal.com/2017/12/21/leishimaniose-uma-historia-de-amor-com-final-feliz/

Ele está super bem e respondendo ao tratamento, mas por ser um tratamento muito caro, sua dona Mara, resolveu pedir ajuda para que ele possa continuar sua luta contra essa doença horrível!

” Tinha um cão no meio do caminho. Parei e acolhi. Ele mal tinha forças para comer ou beber. Exames mostraram Leishmaniose. Por ignorância, eu quase o eutanasiei. Por sorte, descobri que existe tratamento. E hoje o cão que estava no meu caminho está aqui, fazendo parte da família, ganhou o nome de Luau e está lutando contra a doença. Se você lutar junto com a gente, a vitória será certa. ” (Mara Pallota)

Quem puder ajudar, segue o link da “Vakinha”

http://www.vakinha.com.br/vaquinha/luau-contra-a-leishmaniose

Sobre a campanha:

Muita gente ainda não sabe que Leishmaniose Visceral Canina tem tratamento e os cães vítimas da doença não precisam mais ser eutanasiados, desde que façam o tratamento correto e estejam documentados junto aos órgãos competentes.

O tratamento não é simples nem barato. Por isso Luau pede um help aqui. E para quem quiser conhecer a história desde o início, segue o Insta @chupaleish e vamos juntos com a gente vencer as parasitas.

Custos básicos e aproximados com o tratamento: – antibióticos. R$ 1800,00; – Milteforan: R$ 900,00; – Vacinas: R$ 2000,00; – exames: R$ 500,00; – consultas: R$ 480,00; – outros medicamentos: R$ 350,00; – suplementos: R$ 450,00;-  coleira anti-mosquito: R$ 380,00

Vamos ajudar o Luau a vencer essa luta contra a Leishmaniose!!!!

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Evolução da doença (Imagem: Mara Pallotta/Arquivo pessoal)
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Leishimaniose: Uma história de amor com final feliz

   Sabe aquelas histórias que te inspiram? Ainda mais nos dias de hoje onde as pessoas e animais são descartados ou esquecidos, como se não fossem uma alma com sentimento e vida?

   Eu me deparei sem querer com a história do Luau, um cãozinho que foi encontrado muito doente na rua, com nada menos que uma doença terrível, a Leishmaniose. A Mara foi quem o encontrou e resolveu se dedicar a dar amor e lutar pela cura desse “menino”, mesmo passando por todas dificuldades do tratamento que essa doença exige.

   A Leishmaniose é uma doença contagiosa causado por um protozoário, que é transmitida  somente pela picada de um mosquito. Os cães são apenas hospedeiros, não podem transmitir a doença para humanos. Os sinais mais comuns nos cães são: perda de peso e pelos, feridas e descamação da pele que não cicatrizam, crescimento anormal das unhas, entre outros.

   No Brasil o tratamento da Leishmaniose ainda é polêmico. Os ministérios da Saúde e da Agricultura determinam que animais infectados pela doença, devam ser sacrificados; o que causa revolta nos proprietários, pois os animais de estimação são considerados membros da família. Porém, o tratamento não é proibido e pode ser sintomático, com medicações veterinárias de uso oral.

   Para vocês conhecerem melhor a história do Luau, a Mara nós enviou um texto lindo.

” Era uma segunda-feira quente. Dez da manhã, 27 graus. Estradinha a caminho do trabalho e pá: algo ali no meio do caminho. Não era uma pedra no meio do caminho. Era um cão. Mas…cão?
Desviei, parei, desci do carro: ele estava inerte, entregue. Fiz uma foto me sentindo mal: não me sinto a vontade em registrar desgraças alheias. Mas fiz, subi no carro e fui pro trabalho que era a 100 metros dali.
Por coincidência do destino (e sorte do dog), eu trabalho num hotel/daycare/clínica vet. Em menos de 10 minutos estávamos lá eu e a vet — luva, jaleco, toalha pra envolvê-lo, muita curiosidade e corações a mil.
Peguei! Toalha ferveu na hora — ele estava num asfalto quente, entregue, só esperando o juízo final.
Levamos ele pra dentro da clínica, demos um conforto, mas a auto-estima era zero — sem resposta a estímulos, apenas um ser com uma casca na pele que já não tinha pelos.
Mal enxergava, mal ouvia, mal comia, não conseguia ter forças para ficar em pé e beber água. 
COMO ESTÁ O CÃO?
Colhemos sangue e mandamos para análise. Deixamos o dog confortável num local no hotel – com caminha, água a vontade, ração. Ele tremia muito. Estava muito magro, ferido – sentindo dor de alma.
Dia seguinte, resultados dos exames. Um pouquinho de anemia e nada demais gritante no resto, a não ser uma temida zoonose – a tal Leishmaniose Visceral Canina.
Aquilo veio como o soco no meu estômago. Tudo o que sempre li sobre essa doença era de que deve-se notificar o Centro de Controle de Zoonoses da região e o animal eutanasiado. Chorei bastante, pedi ajuda para amigos, li o que pude a respeito para não ser injusta nem com o cão, nem com o meio ambiente e nem com a lei.
E tudo me levava a entender que a eutanásia seria a única coisa a ser feita. Na noite do dia 11/10 ele ainda estava muito mal – comia na minha mão, com muito sacrifício. Conversei uns 40 minutos com ele, pedindo para ele reagir, sentir meu cheiro e entender que não estava sozinho. Mas ao mesmo tempo eu estava querendo que ele entendesse e já me perdoasse — o dia seguinte seria o Dia D.
Uma profissional médica veterinária, que auxiliou nos primeiros cuidados com ele, afirmou que havia tratamento e que eutanásia não seria a solução. Mas eu não estava confortável pois inclusive estava me achando uma fora-da-lei em sonegar a informação de uma zoonose importante — com a cabeça a mil, fui até o local onde ele estava, já decidida — obvio que perdi a coragem quando ele, com todo o sacrifício ficou em pé, tentou me olhar e me ofereceu um tímido abanar de rabo pelado pela doença.
Ainda enquanto buscava informações sobre o que fazer, um vet amigo meu citou sobre um médico veterinário que seria uma pessoa referência que poderia me ajudar na decisão sobre o assunto.
Fui em busca do profissional — o prof Marcio Moreira, que atende no Hospital Veterinário Anhembi-Morumbi. Em 48 horas eu estava levando o cão para ser examinado no hospital da faculdade e sendo orientada — agora com base para eu poder decidir o que fazer. 
ALTERNATIVAS
Tratar — tratamento de alto custo e trabalhoso. Nos primeiros 90 dias, muitos medicamentos, muita dedicação e um cão monitorado pelo resto da vida.
Eutanasiar — uma possibilidade, dado que o cão que vivia na rua e não era meu.
Ele me deixou a vontade para decidir – coisa que decidi ali mesmo no final da consulta. Tratar, pois nada é por acaso. Ele apareceu na minha frente. Essa situação era minha e de mais ninguém.
ARREGAÇANDO AS MANGAS
E com a ajuda e compreensão de marido, amigos queridos e meus cães — tenho 3 — iniciamos a maratona. Estamos na metade dela. Ele ganhou o nome de Luau, ganhou peso, ganhou seus pelos de volta e está respondendo bem ao tratamento. 
Tomamos todas as precauções, estamos levando o tratamento muito a sério, sem falhar um dia, um horário. E ficando com a emoção a flor da pele nos dias ruins que ele tem por conta das medicações. 
De alguma forma essa situação caiu no meu colo para eu aprender alguma coisa com isso. Já aprendi sobre tratamento de Leishmaniose. Já aprendi que quem tem amigos tem tudo. Continuo aprendendo sobre as coisas do amor. E tenho certeza que nessa jornada eu vou aprender ainda mais. Porque vida é vida – e enquanto ela existe, a gente não pode desistir. “
img-20171219-wa0043-1537147623.jpgEvolução da doença (Imagem: Mara Pallotta/Arquivo pessoal)
   Não é uma história linda e emocionante? Quisera todas as pessoas ou pelo menos poucas, que sejam, pensarem dessa forma, arregaçarem as mangas e lutar pela vida de outra vida, sem medir esforços?
   A incidência de Leishmaniose cresce a cada dia, e a cada dia, pessoas abandonam seu animais, por falta de informação, comprometimento e amor verdadeiro pelo seus cães. Sei o quanto é difícil e caro o tratamento, mas se você pode fazer, faça!
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Luau Feliz da vida! (Imagem: Mara Pallotta/Arquivo pessoal)
   Se você quiser acompanhar a história do Luau, siga-o no Instagram, lá você vai saber como ele está reagindo o tratamento e como está sua vida feliz!
   E caso queria saber mais sobre a Leishmaniose, temos uma matéria completa aqui no debate animal (https://debateanimal.com/2017/09/13/leishmaniose-canina)
   Para finalizar gostaria de agradecer a Mara Lucia Pallotta, hoje a dona dedicada do Luau, que foi incrível dividindo essa história de muito amor e garra! Estarei torcendo para que o Luau consiga se manter forte, feliz e saudável!
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Mara e Luau – Prova do que o amor e a dedicação são capazes! Só olhar a carinha de felicidade dele! 🙂 (Imagem: Mara Pallotta/Arquivo pessoal)