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Os benefícios científicos de ser um amante de gatos

Oito de agosto  foi o Dia Internacional do Gato. Cora provavelmente começará a manhã como qualquer outra: subindo no meu peito e batendo no meu ombro, exigindo atenção. Vou levantar o edredom, com sono, e ela vai se aconchegar debaixo dele, esparramada ao meu lado. Para Cora – e, portanto, para mim – todo dia é o Dia Internacional do Gato.

Os gatos podem nos acordar às 4 da manhã e vomitarem em uma frequência alarmante, mas entre 10 a 30% das pessoas podem dizer que gostam de gatos – não de cachorro, nem mesmo amantes de gato e cachorro. Então, por que escolhemos trazer essas bolas de pelo para nossas casas – e gastamos mais de US$ 1.000 por ano em quem não é geneticamente relacionado a nós e, francamente, parece ingrato a maior parte do tempo?

A resposta é óbvia para mim – e provavelmente para todos os amantes de gatos que não precisam de pesquisa científica para justificar seu amor feroz. Mas cientistas os estudaram de qualquer maneira e descobriram que, embora nossos amigos felinos possam não ser bons para os nossos móveis, eles podem dar alguma contribuição à nossa saúde física e mental.

  1. Bem-estar

De acordo com um estudo australiano, os donos de gatos têm melhor saúde psicológica do que pessoas sem animais de estimação. Nos questionários, eles afirmam se sentir mais felizes, mais confiantes e menos nervosos, além de dormir, se concentrar e enfrentar melhor os problemas em suas vidas.

Adotar um gato também pode ser bom para seus filhos: em uma pesquisa com mais de 2.200 jovens escoceses com idades entre 11 e 15 anos, as crianças que tinham um forte vínculo com seus gatinhos tinham uma qualidade de vida maior. Quanto mais ligadas, mais se sentiam parte de algo, enérgicas, atenciosas e menos tristes e solitárias; e mais elas aproveitavam o tempo sozinhas, no lazer e na escola.

Com suas artimanhas desafiadoras da gravidade e posturas de sono tipo ioga, os gatos também podem nos tirar de nossos maus humores. Em um estudo, pessoas com gatos relataram ter menos emoções negativas e sentimentos de reclusão do que pessoas sem gatos. Na verdade, os solteiros com gatos ficavam de mau humor com menos frequência do que as pessoas com um gato e um parceiro. (Seu gato nunca está atrasado para o jantar, afinal.)

Até os gatos da Internet podem nos fazer sorrir. Pessoas que assistem a vídeos de gatos online dizem que sentem menos emoções negativas depois (menos ansiedade, aborrecimento e tristeza) e mais sentimentos positivos (mais esperança, felicidade e contentamento). É certo que, como os pesquisadores descobriram, esse prazer se torna ruim se o fizermos com o propósito de procrastinação. Mas assistir gatos incomodando seus humanos ou embrulhados em presentes para o Natal parece nos ajudar a nos sentir menos esgotados e a recuperar nossa energia para o dia seguinte.

  1. Estresse

Eu posso atestar que um gato quente em seu colo, pisoteando bem suas coxas, é uma das melhores formas de alívio do estresse. Uma tarde, me sentindo sobrecarregado, disse em voz alta: – Eu gostaria que Cora se sentasse no meu colo. E eis que ela trotou e caiu em cima de mim segundos depois (embora as tentativas de reproduzir este fenômeno não tenham sido bem-sucedidas).

Em um estudo, pesquisadores visitaram 120 casais em suas casas para observar como eles reagiriam ao estresse – e se os gatos eram de alguma ajuda. Ligados a monitores de frequência cardíaca e pressão arterial, as pessoas foram submetidas a um desafio de tarefas assustadoras: subtrair três repetidamente de um número de quatro dígitos e depois segurar a mão em água gelada (abaixo de 4 graus Celsius) por dois minutos. As pessoas se sentavam sozinhas numa sala, com o animal de estimação perambulando, com a esposa (que podia oferecer apoio moral), ou ambos.

Antes de as tarefas estressantes começarem, os donos dos gatos tinham uma frequência cardíaca e pressão arterial em repouso mais baixas do que as pessoas que não tinham animais de estimação. E durante as tarefas, os donos de gatos também se saíram melhor: eles eram mais propensos a se sentirem desafiados do que ameaçados, seus batimentos cardíacos e pressão arterial estavam mais baixos e até cometeram menos erros matemáticos. De todos os cenários, os donos de gatos pareciam mais calmos e cometiam o menor número de erros quando o gato estava presente. Em geral, os donos de gatos também se recuperaram mais rapidamente fisiologicamente.

Por que os gatos são tão calmantes? Gatos não nos julgam por nossas habilidades matemáticas pobres, ou ficam excessivamente angustiados quando estamos angustiados – o que explica por que os gatos eram realmente uma influência mais calmante do que os entes queridos em alguns casos.

Como Karin Stammbach e Dennis Turner, da Universidade de Zurique, explicam, os gatos não são simplesmente pequenos seres que dependem de nós. Também recebemos conforto deles – há toda uma escala científica que mede o quanto de apoio emocional você recebe do seu gato, com base na probabilidade de procurá-lo em diferentes situações estressantes.

Os gatos oferecem uma presença constante, aliviados pelos cuidados do mundo, que podem fazer com que todas as nossas pequenas preocupações e ansiedades pareçam supérfluas. Como a jornalista Jane Pauley disse: “Você não pode olhar para um gato adormecido e sentir-se tenso”.

  1. Relacionamentos

Gatos são seres de quem cuidamos e que cuidam de nós (ou pelo menos acreditamos que eles o fazem). E as pessoas que investem nesse vínculo entre espécies também podem ver benefícios em seus relacionamentos entre humanos.

Por exemplo, pesquisas descobriram que os donos de gatos são mais sensíveis socialmente, confiam mais nas outras pessoas e gostam mais de outras pessoas do que de pessoas que não possuem animais de estimação. Se você se considera uma pessoa que gosta de gatos, tenderá a pensar que outras pessoas gostam mais de você do que de uma pessoa que não goste de gato nem cachorro. Enquanto isso, mesmo as pessoas que assistem a vídeos sobre gatos se sentem mais apoiadas por outras pessoas do que pessoas que não são tão grandes fãs da mídia digital felina.

Embora essas correlações pareçam desconcertantes, elas fazem sentido se você considerar os gatos apenas uma parte de sua rede social.

“Sentimentos positivos sobre cães/gatos podem gerar sentimentos positivos sobre as pessoas, ou vice-versa”, escrevem Rose Perrine e Hannah Osbourne, da Eastern Kentucky University.

Quando alguém – humano ou animal – nos faz sentir bem e conectado, isso aumenta nossa capacidade de bondade e generosidade para com os outros. Como esse estudo de adolescentes escoceses descobriu, as crianças que se comunicam bem com um melhor amigo são mais apegadas aos seus gatos, provavelmente porque passam algum tempo brincando como um trio.

“Animais de estimação parecem agir como ‘catalisadores sociais’, induzindo contato social entre pessoas”, escreveu o pesquisador britânico Ferran Marsa-Sambola e seus colegas. “Um animal de estimação pode ser receptivo, abertamente carinhoso, consistente, leal e honesto, características que podem satisfazer a necessidade básica de uma pessoa de sentir um senso de valor próprio e ser amado”.

  1. Saúde

Finalmente, apesar do que você possa ter ouvido sobre parasitas cerebrais de gatinhos para humanos, há um punhado de evidências de que os gatos podem ser bons para nossa saúde.

Em um estudo, os pesquisadores acompanharam 4.435 pessoas por 13 anos. Pessoas que possuíam gatos no passado eram menos propensas a morrer de um ataque cardíaco durante aquele período do que pessoas que nunca tinham possuído gatos – mesmo quando contabilizavam outros fatores de risco como pressão arterial, colesterol, tabagismo e índice de massa corporal.

Isso era verdadeiro mesmo que não tivessem gatos atualmente, explicam os pesquisadores, o que sugere que os gatos são mais como a medicina preventiva do que o tratamento de uma doença em andamento.

Em outro estudo, James Serpell, da Universidade da Pensilvânia, acompanhou duas dúzias de pessoas que tinham acabado de adotar um gato. Eles completaram pesquisas depois de um dia ou dois de levar seu gato para casa, e depois várias vezes nos 10 meses seguintes. Na marca de um mês, as pessoas tinham reduzido as queixas de saúde, como dores de cabeça, dores nas costas e resfriados – embora (em média) esses benefícios parecessem desaparecer com o passar do tempo. Como Serpell especula, é possível que as pessoas que formam um bom relacionamento com o gato continuem a ver os benefícios, e as pessoas que não o fazem, bem, não o fazem.

Grande parte desta pesquisa sobre gatos é correlacional, o que significa que não sabemos se os gatos são realmente benéficos ou se as pessoas felinas já são apenas um grupo feliz e bem ajustado. Mas infelizmente para nós amantes de gatos, este último não parece ser o caso. Comparado aos amantes de cães, pelo menos, nós tendemos a ser mais abertos a novas experiências (mesmo que nossos gatos ariscos não sejam). Mas também somos menos extrovertidos, menos calorosos e amigáveis ​​e mais neuróticos. Vivenciamos mais emoções negativas e as reprimimos mais, uma técnica que nos torna menos felizes e menos satisfeitos com nossas vidas.

Pelo lado positivo, isso significa que é mais provável que os gatos realmente nos tragam tanto prazer e alegria quanto afirmamos que eles trazem, embora a pesquisa esteja longe de ser conclusiva. Na verdade, a grande maioria das pesquisas com animais concentra-se em cães, em parte porque são mais fáceis de treinar como assistentes de terapia. “Os gatos foram deixados para trás um pouco pela pesquisa”, diz Serpell. Mais uma conta a acertar com os nossos homólogos caninos.

Enquanto esperamos por mais dados, continuarei a espalhar para todos que conheço sobre como estou feliz por ter um gato na minha vida – e na minha cama, na minha mesa de jantar, e me vendo ir ao banheiro. O que eu perco no sono eu compenso no amor suave e peludo.

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Tradução CONTI outra. Do original: The Science-Backed Benefits of Being a Cat Lover, artigo de Kira M. Newman

Imagem: Rita Locci

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Chico Xavier e o gato selvagem

Chico Xavier e o gato selvagem

A sua casa era frequentada por um gato selvagem que não deixava ninguém se aproximar…

Todos os dias, o Chico colocava num pires alguma alimentação para ele.

Numa noite, quando retornava de uma das reuniões, um amigo avisou que o gato estava morrendo estendido no quintal.

Babava muito, mas ainda mantinha a cabeça firme em atitude de defesa contra quem se aproximasse.

O Chico ficou bastante penalizado, pensando que ele poderia estar envenenado.

O amigo explicou que, horas antes, o vira brincando com uma aranha e que, provavelmente, ele a engolira. E sugeriu que o Chico transmitisse um passe no felino…

O gato, apesar de agonizante, estava agressivo.

Ficando à meia distância, o nosso querido amigo começou a conversar com ele…

-Olhe – falou o Chico -, você está morrendo. O nosso amigo pediu um passe e eu, com a permissão de Jesus, vou transmitir…Mas você tem que colaborar, pois está muito doente…Em nome de Jesus, você fique calmo e abaixe a cabeça, porque, quando a gente fala no nome do Senhor, é preciso muito respeito…

O gato teve, então, uma reação surpreendente. Esticando-se todo no chão, permaneceu quieto até que o Chico terminasse o passe…

Depois, tomando-o no colo, esse admirável medianeiro do Senhor pediu que se trouxesse leite e, com um conta-gotas, colocou o alimento na sua boca…

O gato tornou-se um grande amigo e ganhou até nome!

Livro: 100 anos de Chico Xavier – Carlos A. Bacelli.

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Avenida Paulista terá exposição gratuita com 260 gatos de vinte raças

Promovida pelo Clube Brasileiro do Gato, mais uma exposição de felinos com pedigree rola neste sábado (18) e neste domingo (19), das 10h às 17h. O evento gratuito ocupa o Club Homs, na Avenida Paulista.

Haverá cerca de 260 bichanos de vinte raças, incluindo o vira-lata. Espere encontrar tipos como o gigante maine coon, o tigrado bengal e os mais tradicionais siamês e persa. Será a primeira participação na atração de um british longhair, que lembra o peludo do filme Alice no País das Maravilhas. Lojinhas com produtos temáticos também estarão por lá.

A entrada é gratuita. Porém, pede-se aos visitantes que levem uma lata de leite em pó para ser doada à Casa Hope, entidade que ajuda crianças com câncer. A mesma quantidade arrecadada em leite será presenteada em ração para duas ONGs de gatos.

Aos interessados em visitas monitoradas para conhecer melhor as raças: elas começam às 11h, 13h e 15h. As inscrições devem ser realizadas na hora. Vale lembrar que não é possível comprar animais por lá ou levar seu próprio pet ao local.

Exposição do Clube Brasileiro do Gato

Quando: Sábado (18) e domingo (19), 10h às 17h

Onde: Club Homs. Avenida Paulista, 735, próximo ao metrô Brigadeiro

Quanto: Grátis. Pede-se a doação de uma lata de leite em pó

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Ter animais de estimação é melhor para crianças do que ter irmãos, indica estudo

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nos anos 2000, as brasileiras tinham, em média, 2,14 filhos, mas este número caiu para 1,74 em 2014. Ou seja, cada vez mais casais estão optando por ter apenas um filho.

Se você também planeja ter filho único, mas tem medo de que ele se sinta muito solitário sem irmãos, um novo estudo traz uma boa notícia: as crianças têm mais satisfação com animais de estimação do que com irmãozinhos.

Quem chegou a esta conclusão foram pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Eles fizeram uma análise com 77 crianças de 12 anos de idade, cujo resultado acaba de ser publicado no Journal of Applied Developmental Psychology. Todos os entrevistados tinham, pelo menos, um animal e um irmão.

Vantagens de ter um animal de estimação


A pesquisa ainda aponta para grandes evidências de que animais domésticos podem contribuir muito para o desenvolvimento da criança e exercer impacto positivo nas habilidades sociais e no bem-estar emocional delas.

“Qualquer um que amou um animal de estimação na infância sabe que nós nos aproximamos deles devido ao companheirismo e conforme nos conhecemos, assim como em relacionamentos com pessoas,” diz Matt Cassells, psiquiatra que conduziu o estudo.

Apesar de os benefícios serem válidos para todos os tipos de pets, crianças que têm cachorros demonstraram ainda mais satisfação e companheirismo com seu bichinho que donos de animais de outras espécies.

As meninas demonstraram mais proximidade, companheirismo e até conflitos com os animais, o que pode indicar que elas interagem mais e de maneiras diferentes com seus pets.

Benefícios para a saúde

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“Existem evidências crescentes que mostram que animais de estimação propiciam benefícios para a saúde humana e coesão social”, comenta Nancy Gee, que é pesquisadora na área da interação humana-animal e coautora do estudo.

Para Nancy, o apoio social que as crianças recebem de seus animais pode contribuir para um futuro bem-estar psicológico.

Matéria: vix.com

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Prefeitura de SP faz campanha para que moradores de rua saibam que os abrigos agora aceitam seus animais

A prefeitura de SP está com uma campanha para divulgar aos moradores de rua que agora é permitido entrar com seus animais nos abrigos.

Foi feito esse vídeo para divulgação de campanha. Por sinal você vai se emocionar!

E para a novidade chegar aos moradores de rua, eles começaram a pintar como divulgação embaixo dos viadutos e paredes aonde são suas moradias. Fizeram essa campanha, pois moradores de rua não tem acesso a mídias e usaram esses locais para a idéia chegar a eles.

A Prefeitura de São Paulo construiu CTAs com canis para que quem está em situação de rua possa dormir em uma cama, usar o chuveiro e ter alimentação e cursos profissionalizantes sem precisar se separar daquele que está sempre ao seu lado.

Até que enfim os abrigos estão permitindo os animais de irem juntos com os seus donos, uma iniciativa linda, pois para os moradores de rua que já não tem nada, seus companheiros pet são tudo que eles tem.

 

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Lacoste substitui icônico crocodilo de suas camisas polo em prol de animais em extinção

Dez espécies ameaçadas de extinção ocuparão o lugar do logo oficial da marca

O tradicional crocodilo, que vem bordado em todas as camisas polo da Lacoste, foi substituído, mas por uma boa causa. A marca francesa se uniu ao projeto “Save Our Species” (Salvem nossas espécies, em português), da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUNC), para criar uma coleção cápsula na qual 10 espécies ameaçadas de extinção tomam o lugar do símbolo da grife.

Ao todo são 1.775 camisas, que carregam animais como a tartaruga de Myanmar, o condor da Califórnia, o papagaio Kakapo e o rinoceronte-de-Java.

As peças foram produzidas na mesma quantidade de animais remanescentes na natureza. 20 polos têm o bordado da Vaquita, um mamífero marinho, e 240 levam a Iguana de Anegada, por exemplo. A coleção já está à venda nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, e todo o lucro será revertido à IUNC.

Fonte: estadao.com.br

Imagem: Lacoste/ divulgação

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Dica de Leitura – Diga Trinta e Três

 

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Livro: DIGA TRINTA E TRÊS – Autor: Dr. Nick Trout

Diga Trinta e Três é um retrato íntimo e fascinante do dia-a-dia de um veterinário e de seus pacientes e uma combinação de instintos básicos e tecnologia de ponta que define os hospitais veterinários do século XXI.

O dia para o doutor Nick Trout começa bem cedo – às 2:47h! E, a partir daí, ele não consegue mais parar, dedicando-se entre um paciente e outro, enfrentando problemas inesperados, lidando com a dor e a ansiedade em tempo real, convivendo com as vitórias e os fracassos que fazem parte da vida.

Se você tem ou já teve um animal de estimação, este livro foi feito para você, porque mostra claramente que, quando há esperança, humildade, compaixão e amor incondicional, todas as decisões tomadas são sempre mais acertadas que erradas.

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Detalhes incríveis da língua dos gatos inspiram cientistas

As qualidades e habilidades da língua dos gatos podem inspirar produtos para o dia a dia do ser humano e para a robótica.

A língua dos gatos é composta de pequenas cerdas pontiagudas e inclinadas

Estudos mostraram que a língua dos gatos é composta de pequenas cerdas pontiagudas e inclinadas, como se fossem espinhos. Foto: Alexis C.Noel

Quem tem gatos e já sentiu uma lambida deles, sabe que elas são extremamente ásperas. E muitas pessoas querem saber por que a língua dos gatos é áspera. A sensação é que ela possuí  pequenos espinhos. E isso é verdade.

Estudos desenvolvidos pela engenheira Alexis Noel, mostraram que a língua dos gatos é composta de pequenas cerdas pontiagudas e inclinadas, como se fossem espinhos, por isso ela é tão áspera.

Essa característica faz dela uma ferramenta poderosa para que gatos desmancharem todos os nós que possam existir nos pelos.

Essas pequenas pontas se engancham firmemente aos emaranhados dos pelos e, aliada ao movimento da língua, todos os nós, por pior que sejam, se desmancham como mágica.

As papilas gustativas da língua dos gatos fazem o resto do trabalho e impedem que os pelos se fixem na língua, alguns são cuspidos e uma parte é engolida, formando as conhecidas bolas de pelos.

Por isso os gatos têm os pelos tão lisinhos e fofinhos, diferentes dos cães. Eles possuem na boca a escova mais potente e poderosa que pode existir.

A engenheira estudou em detalhes a língua dos gatos e reproduziu todo o trabalho realizado por ela, a ideia é usar isso para incrementar produtos para uso do homem e para a robótica.

Alexis comparou essas habilidades da língua dos gatos com as cerdas de uma escova de cabelos, que são retas e sem ponta, fazendo com que os cabelos fiquem presos a elas.

Enquanto as cerdas da língua dos gatos são inclinadas e extremamente flexíveis. Elas se levantam quando estão em uso e se retraem quando não estão sendo usadas, ficando lisinhas, de forma que os pelos possam escorregar. Nenhum pelo fica preso à língua dos gatos.

A equipe da cientista filmaram vários momentos da língua dos gatos, usando câmeras superpotentes. A partir disso, usaram uma impressora 3D para imprimir uma língua de gato quatro vezes maior que o tamanho real.

Os testes realizados com a língua gigante mostraram que as características permaneceram as mesmas. Utilizada em escovação, ela não precisava ser limpa, assim com a língua real.

Onde o processo da língua dos gatos poderá ser utilizado

A escova de cabelos é só um item que os engenheiros estão comparando para utilização do processo. Ele também poderá ser empregado na fabricação de pinceis e ferramentas para limpeza por exemplo.

No campo da medicina poderá ajudar muito no processo de limpeza em ferimentos.

O uso dessas características também pode beneficiar significativamente o campo da robótica. Um dos problemas que pode ser resolvido é fazer com que um robô possa pegar objetos lisos sem que escorreguem.

Até agora, os cientistas não conseguiram encontrar maneiras eficientes para que os robôs, fabricados em materiais escorregadios, consigam criar aderência em superfícies lisas. Mas isso pode ser resolvido imitando a língua dos gatos.

A ideia do estudo surgiu porque Alexis é uma apaixonada por gatos e tem grande vivência com eles. Ela contou a CBS News que estava assistindo TV com seus gatos, quando um deles resolveu lamber a manta do sofá.

Naquele momento ela começou a observar como cientista e a se indagar como eles conseguiam tirar a língua tão facilmente dos pelos da manta sem se emaranhar, já que ela sabia que a língua dos gatos é composta de pontas.

Observando os movimentos do seu gatinho, ela descobriu que ele conseguia tirar a língua simplesmente empurrando contra a manta e não puxando.

Ela já havia realizado estudos sobre como a saliva afeta os sabores e nessa pesquisa descobriu que vários mamíferos possuem “espinhos” na língua, entre eles os tigres, as vacas e os veados.

Noel e sua equipe irão desenvolver a tecnologia da língua de gato através Georgia Tech, que ajuda a National Science Foundation no desenvolvimento de potenciais “produto” pesquisados.

Fonte: akieobicho.com
Foto: ederepente50
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Ter um cachorro reduz a probabilidade das crianças sofrerem com a ansiedade

Os cachorros são companheiros leais que trazem muitas alegrias em nossas vidas. Quer mais algum motivo para adotar um cão? Então aqui está: um estudo realizado, revelou que ter um cachorro diminui a probabilidade das crianças sofrerem com a ansiedade.

A relação entre cães e humanos traz benefícios desde a infância. (Foto: Reprodução / Instagram / mommasgonecity)

Com o objetivo de avaliar os benefícios da convivência com cães durante a nossa infância, os pesquisadores analisaram 643 crianças entre 6 e 7 anos de idade durante um ano e meio. Sendo que apenas 58% delas tinham cachorro.

Em relação ao peso das crianças, os pesquisadores não encontraram diferença entre aquelas que conviviam com cachorros ou não.

Mas foi possível notar que os cães podem ajudar na questão psicológica durante a infância. Das crianças que têm cachorro, apenas 12% apresentaram algum nível de ansiedade contra 21% daquelas que não tem o pet em casa.

Essa descoberta é importante porque problemas relacionados à ansiedade costumam surgir na infância e a possibilidade de persistir durante a vida adulta é grande.

Os pesquisadores acreditam que os cachorros ajudam a reduzir a ansiedade social e de separação nas crianças.

Isso é apenas uma prova científica de algo que muitos já sabiam, afinal os cães de terapia ajudam tantas pessoas diariamente no mundo inteiro.

A convivência com os cães é importante para as crianças. (Foto: Reprodução / Instagram / mommasgonecity)

Fonte: portaldodog