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Razões para amar um animal com tanta intensidade

O famoso psiquiatra Sigmund Freud disse que as razões que nos levam a amar um animal com tanta intensidade são compreensíveis quando vemos que o amor delas é incondicional.

A relação que temos com nossos animais é libertada dos conflitos insuportáveis da cultura. Freud estava certo quando disse que “os cães não têm a personalidade dividida, nem a crueldade do homem civilizado nem vingança deste último contra as restrições que a sociedade impõe.”

Ele corretamente disse que um cachorro contém a beleza de uma existência completa. E que um sentimento de afinidade íntima, de solidariedade indiscutível, existe muito claramente.

“As emoções simples e diretas de um cachorro, quando ele abana o rabo para expressar sua alegria ou latidos para mostrar seu descontentamento, são muito mais agradáveis. Os cães nos lembram dos heróis da história e talvez seja por isso que eles frequentemente recebem seus nomes. “

-Sigmund Freud-

O cachorro vive em média 12 anos … Por que é tão injusto?

O fato de um cão ou gato viver apenas 12 anos em média é incompreensível e injusto. Por quê? Porque perder a oportunidade de continuar a compartilhar a vida com uma pessoa de quatro patas é extremamente doloroso.

Quando amamos um animal, todo o tempo que passamos com ele não é suficiente. Porque quando estamos com ele, quando olhamos para ele com ternura e amor, percebemos que o tempo passa rápido demais.

Percebemos essa sensação de tempus fugit quando, a cada carícia, sentimos o coração do nosso animal agitar-se no nosso. No entanto, o contraste aparece quando, após cada olá e depois de cada momento compartilhado, entendemos que esse amor é infinito.

Suas superpotências, armas de bondade maciça

Pensamos, com ternura, que nossos queridos animais têm superpoderes. Isso nos faz amá-los muito. Quando fazemos uma lista mental de tudo o que nos surpreende em casa, não podemos deixar de sorrir.

Quando amamos um animal, muitas coisas nos surpreendem e nos amolecem. Sua capacidade de prever o futuro ou “sentir” quando vamos para casa . Sua empatia e capacidade de estar em sintonia com o nosso estado emocional. Sua habilidade em nos confortar e nos motivar …

É difícil deixar nossos animais sozinhos em casa. Seus olhos suplicantes nos enchem de dificuldade. Mas a alegria deles em nos ver nos inunda de felicidade.

Os animais são, sem dúvida, os melhores terapeutas possíveis para muitas pessoas. Sua nobreza e bondade não têm limites. Se não temos um animal para amar, parte da nossa alma está adormecida. Mas esta reservou um espaço para amar os animais. Para desfrutar de seu amor incondicional e suas lições.

A declaração “ninguém jamais amará você mais do que a si mesmo” perde seu significado. Porque os animais são verdadeiros mestres na arte do amor. Cada segundo gasto com eles é um presente. Amar um animal é uma das mais belas experiências. Aqueles que viveram sabem disso.

Crédito da imagem da capa: Souzza

Do site Nos Pensées

Publicado originalmente em pensar contemporâneo

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Mulher ganha permissão do trabalho para faltar ao trabalho e cuidar de seu cachorro doente

Para a maioria das pessoas, os animais de estimação são outro membro da família, o que significa que não apenas demonstramos carinho com eles, mas também que há um compromisso com eles: dedicamos nosso tempo, atenção, cuidado e prestamos nossa ajuda nos momentos mais difíceis. Isso é o que alguém faria com a mãe, irmão ou outra pessoa considerada importante. Então, por que não com nossos companheiros animais?
Quando um filho nosso fica doente, faltamos qualquer compromisso para cuidar dele, né? Logo, essa mudança de paradigma em nosso relacionamento com os animais também deveria acontecer e ficar ficar em casa e perder o trabalho é mais próximo disso.
Na Itália, isso aconteceu pela primeira vez: concederam uma permissão de trabalho para que uma mulher cuidasse do seu doguinho.
O cachorro de Anna estava muito doente e precisava de intervenção médica veterinária urgente. A mulher não tinha alternativa, ela não poderia tinha como deixá-lo sozinho em casa nessas condições, de acordo com o portal da Fundação LAV.

A mulher pediu ao seu chefe uma licença de dois dias para prestar os devidos cuidados ao filhote. Mas ela não teve sucesso num primeiro momento.
Mas graças ao apoio técnico e jurídico oferecido por uma ong de animais, ela teve o seu direito dado pelo seu empregador.
De acordo com a jurisprudência, a falta de tratamento de um animal na propriedade complementa o crime de abuso de animais fornecido pelo Código Penal. Não apenas o crime de abandono de animais está em vigor, conforme exigido pela primeira parte do artigo 727 do Código Penal.

Publicado originalmente em: https://www.asomadetodosafetos.com/

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Gatos são tão apegados aos donos quanto cachorros, diz estudo

Toda mãe e pai de gato sabe: eles são independentes. Limpam-se sozinhos, não pedem por atenção toda hora e mantêm aquele temperamento blasé boa parte do tempo. Isso faz parecer que eles são mais indiferentes aos donos que os cães.

Mas, como todo pai e mãe de gato também sabe, a verdade é que eles são incompreendidos. É o que diz um estudo da Universidade do Estado do Oregon, nos EUA. A pesquisa mostra que os bichinhos desenvolvem uma apego emocional muito grande com seu cuidador, tão forte quanto o desenvolvido por um cachorro ou mesmo por uma criança.

Os autores escrevem no estudo, publicado no periódico Current Biology, que as pesquisas científicas costumam subestimar a importância das relações sociais na vida dos gatos. Para analisar essas relações, eles resolveram investigar o nível de “apego” que os gatos têm com seus donos.

No estudo, os pesquisadores fizeram com os gatos um teste geralmente aplicado a bebês e cães. O experimento foi dividido em três partes: na primeira, o gato passou dois minutos em uma sala desconhecida junto com seu cuidador; na segunda, o felino ficou dois minutos sozinho nessa mesma sala e, na terceira, o dono retornou para mais dois minutos com o animal.

Nas duas primeiras fases do teste, a grande maioria dos gatos teve as mesmas reações: ficaram com seus donos durante os primeiros dois minutos, e demonstraram certa estranheza ou curiosidade sobre o lugar nos minutos em que estavam sozinhos. A terceira fase foi a que realmente mostrou resultados.

“Os gatos reagiram de três formas, basicamente. Vários deles “cumprimentaram” seus donos e seguiram explorando o ambiente de forma mais tranquila do que antes. Os mais inseguros deixaram de explorar o lugar e ficaram agarrados aos donos, outros evitaram o dono quando ele retornou”. A maioria (dois terços) estava no primeiro grupo, o que demonstrou menos estresse com a presença do criador.

É a mesma proporção que se encontra quando o teste é aplicado a cachorros e bebês. Ou seja: dá para dizer que, sim, os gatos são tão apegados aos seus pais humanos quanto cães e crianças pequenas.

Pense duas vezes antes de chamar seu gato de insensível.

Publicado originalmente em Revista Super Interessante

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Empresa japonesa produz chinelos em forma de gatinhos

Saber criar produtos que conquistem os clientes é uma característica imprenscíndivel de um negócio de sucesso. Para isso, é preciso encontrar o caminho certo até o coração deles. Para alguns, são carros e flores. Para outros, são gatos.

A empresa japonesa Nyara Geta desenvolveu chinelos especiais para os fãs de felinos.

Diferente dos calçados encontrados normalmente por aí, estes possuem o formato de um gatinho sentado.

Eles são, na verdade, uma mistura dos chinelos ocidentais com os tamancos tradicionais da cultura japonesa – chamados de geta pelos nipônicos. Mas ao contrário destes últimos, que são feitos de madeira, os pares criados pela Nyara Geta são feitos de borracha EVA.

A empresa tem nove modelos diferentes de calçados. Para adquiri-los, o consumidor desembolsa 3780 ienes japoneses, algo em torno de R$ 134.

Publicado originalmente em: Revistapgn.globo.com

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Professor leva cães para a sala e ensina cuidados e afeto aos alunos

Orion, Vega e Mel não estão na lista de presença nem ganham nota no fim do semestre, mas são vistos com frequência nas aulas do professor Diogo Cesar Gomes da Silva, na UCBD (Universidade Católica Dom Bosco), em Campo Grande (MS). Além de encantar os alunos, os três cães da raça border collie acompanham o tutor na universidade por um motivo didático: Silva leciona uma disciplina sobre comportamento e bem-estar animal, e os cães ajudam os alunos a transportarem para a prática o conteúdo ministrado pelo professor.

Faz mais de dois anos que Silva entrou em classe pela primeira vez com as companhias inesperadas. “Eu lembro que, quando cheguei com os cães, não avisei aos alunos, me apresentei como professor da disciplina e expliquei que a gente ia estudar juntos. A expressão dos acadêmicos era de surpresa, empolgação e satisfação”, diz o professor, que dá aula nos cursos de medicina veterinária e zootecnia.

A rotina dos animais em sala depende da aula. Se o tema é comunicação entre animais, por exemplo, pelo menos dois deles saem de casa e garantem o conteúdo prático. “Se eu vou falar sobre como o animal constrói mecanismos de aprendizagem, posso levar um deles ou mais de um, caso eu vá dividir a sala em grupos”, explica.

Entre um afago e outro, os cães ensinam não só conteúdo, mas desenvolvem também habilidades emocionais na turma. “Os alunos aprendem comportamentos de afeição, carinho, cuidado. A presença deles deixa o ambiente da sala de aula mais leve, mais estimulante”. Silva garante que o trio contribui até para melhorar a imagem do professor: “Quando eu vou com os cães, os alunos interagem comigo de outras formas, tiram dúvidas, fazem perguntas, estreitamos os laços e saímos da tensão da sala de aula”, afirma.

Orion, Vega e Mel têm autorização da universidade para participar das aulas. Outros cães, no entanto, não têm circulação liberada, já que, segundo a instituição, a entrada de animais é permitida “apenas para fins pedagógicos e excepcionais”.

Além disso, o trio foi treinado pelo tutor e está adaptado ao ambiente universitário. Nos intervalos, inclusive, são disputados pelos alunos que aproveitam para passear e dar água enquanto o professor precisa resolver algo na secretaria do curso.

“Para esse tipo de interação, os cães precisam ter alto grau de socialização, e esses animais receberam treinamento e estimulação adequados desde filhotes para que se adaptassem a pessoas e ambientes diferentes”, diz o docente.

Fonte: New Pangea

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Na evolução, cachorros passaram a levantar sobrancelhas para ter atenção dos humanos

Movimento dos músculos acima dos olhos não ocorre com a mesma intensidade em lobos. Ao erguer as sobrancelhas, cães atraem os cuidados dos donos.

Seu cachorro faz, de vez em quando, uma carinha especialmente fofa, que desperta sua atenção? Esse comportamento pode ser proposital, justamente para atrair mais cuidados dos seres humanos. Pesquisadores dos Estados Unidos e do Reino Unido descobriram que, ao longo do processo evolutivo, esses animais desenvolveram novos músculos faciais. Com isso, conseguem elevar as sobrancelhas intencionalmente e imitar os olhos arredondados de filhotes.

Essa expressão desencadeia, instantaneamente, uma resposta nos humanos. “Quando cachorros fazem esse movimento, despertam um desejo mais forte de cuidarmos deles. Isso deu aos que conseguiam mexer a sobrancelha uma vantagem maior em relação aos demais. Essa característica foi transmitida para as gerações seguintes”, explica um dos pesquisadores.

Os autores do estudo, liderados pela psicóloga Juliane Kaminski, da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, compararam lobos e cães. Os primeiros não conseguem movimentar a sobrancelha, porque não desenvolveram esses mesmos músculos acima dos olhos. Ao que parece, foi uma diferença decisiva entre as espécies – cachorros têm uma capacidade maior de interação social com humanos.

No periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS), no qual o estudo foi publicado, uma ilustração mostra a comparação entre os olhos dos lobos e dos cães:

À esquerda, as áreas destacadas mostram os músculos dos olhos dos cachorros, capazes de deixar os olhos mais arredondados. À direita, o desenho representa os lobos, que não têm a mesma habilidade

Publicado originalmente em: G1

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Zoo de Guarulhos é um dos poucos do país a obter a certificação de bem-estar animal

Após passar por um rígido processo de auditoria realizado durante os últimos dois anos, o Zoológico de Guarulhos comemora a conquista da certificação de bem-estar animal emitida pela Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB ), em parceria com a entidade internacional Wild Welfare. Dos 25 parques zoológicos e aquários auditados em todo o Brasil, apenas seis foram certificados.

Para a diretora do zoo, Fernanda Magalhães, a conquista é reflexo do trabalho em equipe em prol dos animais. “Trabalhamos muito para obter esta certificação. Este é um marco na nossa história e resultado de muito esforço e dedicação da nossa equipe para garantir as melhores condições aos animais. As premissas do trabalho realizado por toda a equipe do Zoológico de Guarulhos são baseadas em pesquisas e avanços sobre consciência, cognição e senciência (capacidade dos seres de sentir sensações e sentimentos de forma consciente) dos animais”, afirma Fernanda.

Ainda de acordo com a diretora do zoo, além de conforto, o trabalho realizado pela equipe visa possibilitar aos animais a expressão de seus comportamentos e habilidades naturais, em aspectos como convívio, reprodução, durante variações climáticas, entre outros. Para alcançar esse objetivo, são oferecidas as melhores condições possíveis de atendimento e alojamento, com recintos elaborados de forma a reproduzir os ambientes naturais dos animais, além de atividades diárias motivadoras e enriquecimento ambiental que proporcionam estímulo, conforto, oportunidades de escolha e a vivência de experiências positivas.

Serviços

Para quem quiser conhecer os animais e o trabalho realizado no Zoológico de Guarulhos, o parque fica na avenida Dona Glória Pagnoncelli, 344, Jardim Rosa de França. Funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 17h. Entrada gratuita.

Publicado originalmente em: Fmetropolitana

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Raro golfinho cor-de-rosa quase extinto dá a luz a filhote super raro

Golfinhos-cor-de-rosa são extremamente raros e estão quase que extintos. Porém, um acontecimento trouxe mais uma esperança para essa espécie. Um dos poucos golfinhos já aviadores, conhecido como Pinky, foi avistado novamente, mas com um bebê!

A espécie de golfinhos-cor-de-rosa se tornou conhecida há cerca de 12 anos, quando o capitão Erik o avistou. O vídeo de Pinky e seu filho foi compartilhado em uma página no Facebook e já tem milhares de visualizações.

A cor deste animal deve-se a uma mutação genética rara que acontece dificilmente em golfinhos. Especialistas na conservação e proteção de animais colocaram o golfinho rosa na lista de animais ameaçados de extinção. O nascimento do bebê golfinho representa uma gigantesca esperança para a espécie.

O Capitão Rue explicou que o golfinho é rosa de sua cauda até a ponta, e tem os olhos vermelhos. Sua pele é lisa e brilhante.

Pinky não é afetado pelo ambiente ou luz solar, mas com certeza gosta de permanecer abaixo da superfície mais do que outros animais.

A aparição deste animal é algo realmente incrível. Com certeza eles vão trazer uma alegria imensa aos habitantes da região.

Publicado originalmente em: Isso é super interessante

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Animais que ajudam quem tem epilepsia

Saiba como os pets podem prevenir, identificar e alertar quando uma crise se aproxima

Os amantes de animais encontram nesses bichinhos fontes inesgotáveis de companheirismo, amor sincero e muito carinho. Muitos são os benefícios de compartilhar uma vida com esses seres que tanto nos ensinam.

Como se não bastasse todas as vantagens de conviver com eles, especialistas estão criando correntes do bem que incluem a inserção de animais em tratamentos para vários tipos de doenças.

Os resultados da participação dos bichos como complemento de terapias têm apontado para o sucesso. Uma das doenças que podem ser tratadas com o apoio dos pets é a epilepsia. Saiba mais sobre a doença e como nossos amigos ajudam a tratá-la.

O que é epilepsia

A epilepsia é uma doença que se desenvolve a partir de uma anormalidade na atividade elétrica cerebral. As causas mais comuns para seu desenvolvimento são meningite, acidente vascular cerebral, traumatismo craniano, falta de oxigenação durante o parto e algumas doenças genéticas.

Essa anomalia é diagnosticada por meio de exames de ressonância magnética. Os tipos de crise epilética dependem da região do cérebro que será envolvida pela atividade elétrica. A crise convulsiva é a mais conhecida.

Os sintomas da convulsão são: contração muscular, salivação excessiva, respiração intensa e perda do controle das atividades fisiológicas, como urinar e defecar.  É muito comum que os portadores de epilepsia mordam a língua quando estão em crise convulsiva.

Além da convulsão, os epiléticos podem apresentar sintomas de desligamento, em que ficam com olhar fixo. Nesse caso, a região cerebral atingida está relacionada à capacidade de falar.

Nas crises de desligamento, é comum que os portadores da doença façam movimentos automáticos, como piscamento, tentativa de pegar objetos e deglutição.

Epilepsia em números

De acordo com dados fornecidos pela Organização Mundial de Saúde, cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo têm epilepsia. Dentre os casos registrados, 80% dos epiléticos vivem em países de baixa e média renda.

Ainda que os remédios sejam eficazes, três quartos das pessoas não recebem o tratamento adequado.  No Brasil, a doença atinge 1,9 milhões de pessoas. Pelo menos 25% dos pacientes brasileiros com epilepsia são portadores em estágios mais graves.

Sempre alerta! Pets detectores de epilepsia

Existem animais que, além de possuírem o pacote completo de fofura, desenvolvem habilidades mais que especiais. Eles são capazes de detectar ataques de epilepsia nos humanos e, melhor ainda, podem evitar que eles aconteçam.

E quem são esses pets salva-vidas? Sim, são os cães, os melhores amigos e verdadeiros anjos da guarda. Veja como eles desenvolvem a habilidade para cuidar de um portador de epilepsia:

Treinamento de cães para prevenir crises – Existe uma diferença entre cães que possuem um comportamento instintivo e natural diante de uma crise de ataque epilético e cães que são realmente treinados para esse fim.

Os cães que são adestrados para isso são chamados “cães de alerta”. Eles são treinados para realizarem tarefas específicas que são muito importantes, principalmente nos momentos depois da crise.

Perfil dos cães de alerta – Os comportamentos desses cães não estão relacionados a raças. No entanto, um padrão que vem sendo estudado por especialistas revela que os animais de grande porte são mais bem preparados.

Além disso, a quantidade de fêmeas que são destinadas para esse fim é maior em relação aos machos.

Identificando os sinais – Para saber se o amigo humano está prestes a ter uma crise, os cães são treinados identificar alguns sinais. Isso evita ataques de convulsão e permite que a assistência médica, caso seja necessário, seja solicitada.

Que sinais são esses? Os cachorros são muito sensíveis a ruídos e odores. São esses os principais norteadores para que eles sejam capazes de identificar as mudanças em seus amigos.

Assim, o cheiro, o tom da voz e o comportamento da pessoa vai acionar o alerta em seu amigo de quatro patas.

Atitudes que os pets tomam quando identificam o ataque – Os cães podem ser treinados para se comportarem de várias maneiras ao perceberem que a crise epilética se aproxima. Não devemos subestimar sua inteligência, eles aprendem muito rápido!

Dentre os comportamentos mais comuns, podemos citar: latidos constantes, gemidos para chamar a atenção de outras pessoas e bloqueio de lugares que oferecem riscos aos humanos, como escadas e janelas.

Além disso, eles são capazes de pressionar botões de alarmes, pegar um aparelho de telefone, despertar uma pessoa e abrir portas para que os vizinhos percebam que alguém precisa de socorro.

Habilidade em correr contra o tempo – Estudos têm apontado que alguns cães podem ser capazes de identificar ataques epiléticos com até 45 minutos de antecedência. Isso é extremamente importante para que os donos se tenham tempo de se prevenir.

O que muda na vida das pessoas que são assistidas por cães de alerta

Diminuição do risco de acidentes – As crises acabam gerando alguns acidentes, como quedas e impactos na cabeça. Com o alerta do amigo de quatro patas, é possível que as pessoas procurem um local seguro.

Redução das crises – Um estudo realizado pelo Hospital Universitário Thomas Jefferson de Filadélfia revelou que a quantidade de crises reduziu em 14% em pacientes que passaram a conviver com cães de alerta durante um ano.

Além disso, o tempo de duração de um ataque também diminui consideravelmente. A estabilidade, saúde e segurança têm assumido o lugar que antes era ocupado pelos ataques.

Melhoria da qualidade de vida – Quem convive com cães de alerta relata possuir maior segurança para realizar as atividades do dia-a-dia. Bem-estar, sensação de felicidade e conforto também são sentimentos presentes em quem convive com esses pets.

Caso você tenha alguma dúvida sobre a terapia animal em casos de epilepsia, procure um veterinário 24h.  Ele irá te orientar sobre como encontrar cães e locais de treinamento para que essa corrente do bem cresça cada vez mais.

 

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Relação de crimes contra animais pode ser indício de crimes contra pessoas

Os maus tratos contra animais são muitas vezes o indício de abusos contra pessoas também : os animais, além de serem vítimas da violência, servem para manipular, intimidar e agredir as vítimas humanas emocionalmente.

Os crimes contra animais de companhia são muito frequentes, porém tem sido pouco falado da sua relação com outros fenômenos de violência. A forma como os animais são tratados no seio de uma família é fundamental para interpretar as relações entre as pessoas que a constituem e a sua dinâmica familiar.

Vários estudos internacionais demonstram uma relação direta entre a violência contra animais e outros tipos de violência, sendo crescente o reconhecimento de que a violência doméstica, de pessoas idosas, animais o abuso infantil, ocorrem frequentemente nos mesmos lares.

Ou seja, os maus tratos contra animais são muitas vezes a “ponta do icebergue”: os animais, além de serem vítimas de violência, servem para manipular, intimidar e agredir as vítimas humanas emocionalmente, impedindo-as até de sair de casa (desde logo pela falta de respostas que permitam que as vítimas saiam acompanhadas dos seus animais). Diz um estudo da National Link Coalition on Violence Against Animals que 15% a 48% das mulheres adiam a saída de uma situação de abuso com receio pela segurança dos seus animais de companhia.

Também o impacto emocional sobre as crianças que possam ter testemunhado atos de violência contra os animais que integram a sua família pode ser devastador e ter consequências no desenvolvimento da sua personalidade.

Mas a correlação da violência vai mais longe, não se estendendo somente aos crimes de violência doméstica, mas incluir, também, crimes em séries, que se iniciam muitas vezes com crimes contra animais.

Nos Estados Unidos, desde 2016 que o FBI alterou a categorização dos crimes contra animais e passaram a registá-los na base de dados criminal, a par dos crimes violentos e tipificados como “crimes contra a sociedade”, como os homicídios. Desta forma, seria mais fácil identificar os fatores de risco e atuar na prevenção da violência. Este registo permite revelar uma imagem mais completa da natureza da crueldade com os animais e a sua relação com a escalada de violência contra pessoas, sensibilizando a população para esta correlação.

Como demonstram diferentes estudos de sociólogos, psicólogos e criminologistas nos últimos 25 anos, os agressores em casos de crueldade animal frequentemente não ficam por aí e passam a cometer atos de violência contra humanos. Um estudo realizado em 1997 pela Northeastern University e Massachusetts SPCA demonstrou que quase 40% dos abusadores de animais cometeu crimes violentos contra pessoas.

Em Portugal, apesar dos crimes contra animais constarem já do Relatório Anual de Segurança Interna, não existe ainda uma análise integrada destes crimes com outras realidades criminais, em particular com a violência doméstica, que tem aumentado dramaticamente no nosso país.

Em causa estão precisamente comportamentos como maus tratos aos animais de companhia da vítima ou ameaças à vítima, às suas crianças ou aos seus animais, uma associação de comportamento denominada “roda do poder e do controle” que tem o intuito de intimidar, manipular ou coagir a vítima.

Ao ser identificada uma situação de maus tratos a animais, os diferentes profissionais que são chamados a atuar nestes casos devem estar aptos a, além de proteger o bem-estar do animal, poderem reconhecer os sinais de risco e de conexão deste tipo de violência para que possam adequar procedimentos e travar o ciclo de violência. Ou seja, além do respeito que a vida animal  merece, podemos estar até perante uma situação mais complexa em que também as pessoas daquele contexto familiar estão em risco.

É essencial não só a adequação da legislação, que tem necessariamente de ser reformulada, mas também formar os diferentes profissionais que vão intervir para que possam estar preparados para reconhecer os diferentes tipos de violência, incluindo a violência contra animais, e conhecer os procedimentos juridicamente adequados para cada caso, travando o mais cedo possível o ciclo de violência.

Porém, para que tudo isto aconteça, é necessária a tão falada mudança de mentalidades: a violência contra animais deve ser reconhecida como parte integrante da violência contra pessoas, em particular no contexto familiar. E só reconhecendo o vínculo afetivo existente entre as vítimas humanas e não humanas, assim como a relação entre a violência contra pessoas e contra animais, poderemos ter um ponto de partida para uma efetiva prevenção destes crimes.

Qualquer ato de maus-tratos envolvendo um animal deverá ser denunciado na Delegacia de Polícia. Aconselhamos que os casos de flagrante de maus-tratos e/ou que a vida de animais estejam em risco, acione a Polícia pelo 190 e aguarde no local até que a situação esteja regularizada. A Lei 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais) prevê os maus-tratos como crime de comina as penas. 

Sempre denuncie os maus tratos. Essa é a melhor maneira de combater os crimes contra animais. Quem presencia o ato é quem deve denunciar. Deve haver testemunha, fotos e tudo que puder comprovar o alegado. Não tenha medo. Denunciar é um ato de cidadania. 

 Exemplos de Maus-Tratos

– Abandonar, espancar, golpear, mutilar e envenenar;
– Manter preso permanentemente em correntes;
– Manter em locais pequenos e anti-higiênico;
– Não abrigar do sol, da chuva e do frio;
– Deixar sem ventilação ou luz solar;
– Não dar água e comida diariamente;
– Negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido;
– Obrigar a trabalho excessivo ou superior a sua força;
– Capturar animais silvestres;
– Utilizar animal em shows que possam lhe causar pânico ou estresse;
– Promover violência como rinhas de galo, farra-do-boi etc..

Artigo 32 da Lei Federal nº. 9.605/98. É considerado crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, doméstico ou domesticados, nativos ou exóticos. Pena – Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa.

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Fonte: publico.pt